sábado, fevereiro 14, 2026

Vale (VALE3): Bilhões em Prejuízo e Queda nas Ações – O que Realmente Está Acontecendo?






A Vale e Seus Resultados: Um Olhar Detalhado

Quando olhamos para os resultados financeiros da Vale, a princípio, pode parecer que a mineradora está enfrentando uma maré negativa. Para ilustrar, no último trimestre, a empresa reportou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, um número que assusta, principalmente quando comparado ao prejuízo de apenas US$ 694 milhões do mesmo período do ano passado. Contudo, ao aprofundar-se nos dados, é possível perceber nuances que indicam um desempenho muito mais robusto do que a simples leitura inicial sugere.

O Que Está Por Trás dos Números?

Apesar do prejuízo, há aspectos positivos a serem destacados. Os números do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) superaram as expectativas do mercado. Além disso, a mineradora mostrou um desempenho sólido nas vendas de seus principais insumos: minério de ferro e cobre.

Novamente, as ações da Vale apresentaram queda de 2,47% na última sexta-feira, encerrando o dia cotadas a R$ 87,03. Mesmo assim, no acumulado do ano, as ações seguem com um avanço de cerca de 20%. Isso mostra que, apesar de um dia ruim, a tendência geral ainda é positiva.

Balanço e Provisões

É importante frisar que os números do balanço da Vale foram fortemente impactados por baixas contábeis. Entre essas, destacam-se os “impairments” de US$ 3,5 bilhões relacionados aos ativos de níquel e uma diminuição de US$ 2,8 bilhões em impostos diferidos de subsidiárias. Excluindo esses fatores não recorrentes, o lucro líquido ajustado alcançou US$ 1,5 bilhão, marcando uma impressionante alta de 68% em comparação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por um aumento no Ebitda e uma avaliação positiva dos swaps cambiais.

Os positivos resultados operacionais foram, de certo modo, ofuscados por provisões adicionais relacionadas à Samarco e pela ausência de ganhos extraordinários que marcaram o quarto trimestre de 2024.

A Performance do Ebitda

O Ebitda, que somou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, superou os US$ 3,8 bilhões do quarto trimestre de 2024. Este desempenho se deve a volumes de vendas mais altos, preços favoráveis para cobre e minério de ferro, bem como receitas adicionais de subprodutos e melhorias operacionais.

  • Ebitda ajustado: Proforma de US$ 4,8 bilhões, 1% acima das expectativas da XP.

Custos e Eficiência

Analistas da XP destacaram que a Vale continua mostrando sólidas melhorias em custos. Entre os principais destaques estão:

  • Custo C1 de minério de ferro: US$ 21,3 por tonelada, em linha com as expectativas da empresa e representando o segundo ano consecutivo de redução.
  • Custos de metais básicos: Embora tenha havido investimentos em subprodutos, os custos do níquel caíram significativamente, marcando uma redução de 35% em relação ao ano anterior, para US$ 9.001 por tonelada.

A dívida líquida expandida também é um fator positivo, caindo para US$ 15,6 bilhões, uma redução de US$ 1 bilhão no semestre, resultado de fortes ajustes na geração de caixa.

Análises do Mercado e Expectativas Futuras

O Ebitda da Vale ficou 6% acima das estimativas do Itaú BBA, com a divisão de metais básicos sendo a estrela do trimestre. O banco projeta uma reação positiva para o mercado e acredita que as perspectivas para o minério de ferro são melhores do que se imaginava inicialmente, mantendo a ideia de que a Vale representa uma opção atraente em comparação a outros grandes players do setor.

Olhando Para o Futuro

Analistas permanecem otimistas em relação à Vale, com a XP reiterando uma classificação neutra, mas reconhecendo um momento positivo para as ações. Goldman Sachs e Bradesco BBI também expressaram confiança, com recomendações de compra para os ADRs e uma estimativa de preço-alvo de US$ 18 e R$ 90, respectivamente.

A Nova História da Vale

Após conversas com investidores, muitos veem a Vale como uma ação com um potencial significativo, especialmente na área de cobre, onde a empresa almeja dobrar sua produção até 2035. Isso valida a tese de investimento, posicionando a Vale como uma alternativa competitiva no mercado de metais industriais.

Um ponto crucial é a resiliência do minério de ferro; embora os preços possam estar adequados, as expectativas para o futuro permanecem positivas. Analistas acreditam que os preços se estabilizarão, criando um cenário favorável para os investimentos.


No final das contas, a Vale, com seus desafios e oportunidades, continua sendo uma força considerável no setor de mineração. Os resultados financeiros atuais talvez não contem toda a história, e daqui para frente, o otimismo dos analistas e as promissoras projeções de crescimento, especialmente no cobre, colocam a mineradora em uma trajetória intrigante. O que você acha? A Vale está bem posicionada para o futuro? Compartilhe sua opinião!

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