Vivo Apresenta Projeto Transformador de 30 Anos para a Amazônia na COP30, Revela Marina Daineze


Vivo e Sua Iniciativa Sustentável na Amazônia: Um Compromisso de 30 Anos

A Transformação da Amazônia

Nos últimos dois anos, a Vivo dedicou-se intensamente a explorar parcerias para projetos que visam a regeneração da Amazônia. O resultado desse esforço foi a escolha de uma área de 800 hectares devastados no oeste do Maranhão, onde a pecuária extensiva substituiu a floresta nativa. A missão é clara: até 2057, a operadora se compromete a plantar 900 mil árvores de 30 espécies nativas, um projeto que não só busca restaurar o meio ambiente, mas também promover mudanças econômicas sustentáveis na região.

O Impacto da Regeneração Florestal

O plantio das árvores está previsto para começar em 2027, com a expectativa de que a floresta primária esteja completamente estabelecida em uma década. Segundo Marina Daineze, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Vivo, a regeneração das florestas irá reconectar fragmentos ecológicos, permitindo que a biodiversidade local floresça novamente. “Os animais que habitavam áreas fragmentadas retornarão, promovendo um ambiente saudável e equilibrado”, explica Marina.

Comunidade e Bioeconomia em Foco

A iniciativa da Vivo não é apenas ambiental; ela também é social. Dezenas de pessoas das comunidades vizinhas já estão sendo preparadas para participar ativamente no plantio e na manutenção da nova floresta, que ficará sob a gestão da Vivo. A escolha do Maranhão é estratégica, pois a região possui uma comunidade local que pode se beneficiar diretamente deste projeto.

Esta abordagem é respaldada pela crescente importância da bioeconomia, com o Fórum Econômico Mundial estimando que este setor pode alcançar US$ 4 trilhões globalmente, podendo chegar a US$ 30 trilhões até 2050. Marina enfatiza que as árvores plantadas gerarão frutos e sementes que poderão ser comercializados pelas comunidades locais, promovendo uma economia sustentável desde o início.

Avanços Sustentáveis e Metas Ambiciosas

A ação da Vivo vai além do plantio de árvores. A empresa já tem feito progressos significativos em um de seus desafios mais complexos: a descarbonização. Durante a Semana do Clima em Nova York, Marina notou que o foco estava na redução do Escopo 3 — um componente crítico que envolve a cadeia de fornecedores. Atualmente, 87% dos principais fornecedores da Vivo já adotaram metas voluntárias de descarbonização, graças a programas de consultoria desenvolvidos pela própria operadora.

É um passo significativo, considerando que a Vivo é a primeira empresa do setor de telecomunicações do Brasil a operar com 100% de energia renovável. Com um total de 75 usinas próprias, a Vivo se destaca no mercado, figurando entre as telecomunicações mais sustentáveis do mundo, conforme os índices Dow Jones e ISE B3.

Um Encontro que Prepara o Terreno

A jornada rumo à COP30, que ocorrerá em Belém neste mês de novembro, começou com o evento “Encontro Futuro Vivo”, realizado em São Paulo. O evento contou com a presença de especialistas renomados, como Johan Rockström, do Instituto Potsdam, e Carlos Nobre, climatologista brasileiro. Celebridades como Denise Fraga e o músico Gilberto Gil também se uniram à causa, chamando atenção para a interconexão entre clima, biodiversidade e a voz dos povos indígenas.

Marina destaca: “Quisemos sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de uma visão mais sistêmica. A COP é mais do que discutir clima; precisamos incluir a biodiversidade e as vozes indígenas nessas conversas”.

Uma Trajetória de Compromisso e Inclusão

A trajetória de Marina na Vivo é impressionante. Desde que ingressou na empresa como trainee em 2004, ela acompanhou a evolução de diversas tecnologias, da transição do 2G para o 5G às fusões com empresas como Telefônica e GVT. Recentemente, ela assumiu a vice-presidência que integra áreas como comunicação, sustentabilidade e a Fundação Telefônica Vivo.

A Vivo é composta por 33 mil funcionários, e suas metas de diversidade são ambiciosas: até 2035, a empresa pretende ter 40% de pessoas negras em cargos de liderança e 45% no total de colaboradores. O programa de trainee reserva pelo menos 50% das vagas para candidatos negros, refletindo uma preocupação real em promover a inclusão.

Iniciativas de Reciclagem e Sustentabilidade

Outro pilar importante das práticas sustentáveis da Vivo é o programa “Vivo Recicle”, presente nas suas 1.800 lojas. Desde 2006, a Vivo já coletou 187 toneladas de lixo eletrônico. Em 2024, a empresa arrecadou 37 toneladas, além das 29 toneladas obtidas em uma gincana com escolas públicas.

Diante da crescente preocupação com o greenwashing, Marina garante que a Vivo atua de forma transparente: “As ações estão sendo realizadas, as usinas funcionam e temos metas claras para reduzir a pegada de carbono.”

Olhando para o Futuro

Na COP30, a Vivo participará de painéis importantes, apresentando o projeto de regeneração florestal e seus esforços em descarbonização. Mesmo com os desafios logísticos previstos para o evento, Marina expressa confiança em que a conferência estimulará discussões relevantes e compromissos significativos para a sustentabilidade.

“Estamos todos dedicados a tornar a COP30 um marco de conscientização e ação para a sociedade civil”, conclui Marina.

Reflexões Finais

À medida que a Vivo avança em seu projeto de regeneração da Amazônia, fica claro que a empresa não apenas busca restaurar a floresta, mas também construir um modelo sustentável que considere tanto o meio ambiente quanto a economia local. A interação entre tecnologia e natureza, somada ao engajamento das comunidades, é o que torna este projeto ainda mais relevante.

O compromisso da Vivo com a sustentabilidade é um chamado para que todos nós reflitamos sobre o papel que desempenhamos em nossas comunidades e no planeta. O que você está fazendo para contribuir? Compartilhe suas ideias e contribuições sobre como podemos todos fazer a diferença.

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