Dólar recua a R$ 4,99 e fica abaixo da marca de R$ 5


O dólar fechou em queda de 0,90%, a R$ 4,9930, nesta sexta-feira (23), enquanto o Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.083 pontos. No último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, investidores acompanharam a pesquisa Datafolha divulgada na véspera, os dados de inflação e a alta do petróleo no mercado internacional.

Pesquisa eleitoral mantém disputa apertada

O levantamento do Datafolha mostrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa pelo segundo turno. Flávio registrou 47% das intenções de voto, contra 46% de Lula. Na contagem de votos válidos, os dois candidatos aparecem com 50% cada.

Votos válidos são aqueles dados a candidatos e partidos, sem considerar votos brancos, nulos e indecisos. É esse total que a Justiça Eleitoral utiliza para determinar o resultado das eleições. A proximidade dos percentuais foi acompanhada pelos investidores no último pregão antes da votação, segundo o relato do mercado.

Apesar de terem encerrado o dia em direções opostas, os principais indicadores do mercado brasileiro passaram por movimentos distintos ao longo da sessão. O dólar, que registrava alta pela manhã, mudou de direção e terminou em baixa. A cotação de R$ 4,9930 indica o valor, em reais, de um dólar no fechamento.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sexta-feira em 205.083 pontos, com valorização de 0,47%. A alta do índice e a queda da moeda americana marcaram o desempenho local no pregão, em meio à atenção dos participantes do mercado aos dados econômicos e à pesquisa eleitoral.

Prévia da inflação desacelera

Outro dado acompanhado foi o IPCA-15, indicador conhecido como prévia da inflação oficial do país. O índice subiu 0,32% em outubro, resultado abaixo do esperado pelo mercado. Em setembro, a alta havia sido de 0,70%, o que representa uma desaceleração na comparação entre os dois meses.

A divulgação do indicador ocorreu em uma sessão na qual os investidores também monitoraram a pesquisa eleitoral e o cenário internacional. Os números apresentados mostram a variação do IPCA-15 em outubro e no mês anterior, mas não detalham quais grupos de produtos e serviços influenciaram o resultado.

A leitura abaixo das expectativas foi um dos elementos observados pelo mercado na sexta-feira. O indicador é uma prévia da inflação, e não o índice oficial fechado do mês. A notícia não informou uma reação específica dos investidores ao dado, além de apontar que ele permaneceu no radar durante o pregão.

Petróleo sobe com tensões e estoques

No exterior, os preços do petróleo avançaram. A alta foi associada a ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, a uma redução dos estoques americanos maior do que a esperada e a novos ataques entre Rússia e Ucrânia. O movimento levou as duas principais referências citadas a registrar ganhos na sessão.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 3,45% e fechou cotado a US$ 117,08. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 4,02%, para US$ 103,45 por barril.

Os preços do petróleo fizeram parte do conjunto de fatores acompanhados pelos investidores brasileiros, junto com a prévia da inflação e a disputa eleitoral. No fechamento, porém, o resultado dos ativos locais foi diferente: o dólar terminou em queda, após inverter a alta da manhã, e o Ibovespa encerrou o dia no campo positivo.

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