O Itaú Unibanco (ITUB4) divulga nesta terça-feira (3) o balanço do terceiro trimestre de 2026, em meio à expectativa de que mantenha rentabilidade elevada, qualidade de crédito e forte geração de capital. As projeções compiladas pela LSEG indicam lucro líquido de R$ 12,6 bilhões e receita de R$ 48,3 bilhões no período.
As estimativas mantêm o banco entre os destaques da temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros. Analistas esperam que a instituição apresente desempenho resiliente mesmo com crescimento econômico moderado e maior seletividade na concessão de crédito.
Projeções apontam lucro perto da estabilidade
O Bradesco BBI estima lucro líquido de R$ 12,5 bilhões no trimestre. O valor ficaria praticamente estável em relação aos três meses anteriores, mas representaria alta de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Na avaliação do BBI, o resultado deve contar com contribuição de uma expansão moderada da carteira de crédito e da melhora das receitas de tesouraria. A casa também espera que os níveis de inadimplência permaneçam controlados. Em contrapartida, as receitas com serviços podem sofrer alguma pressão.
A projeção do BBI fica próxima do consenso compilado pela LSEG, de R$ 12,6 bilhões em lucro líquido. A estimativa de receita da LSEG é de R$ 48,3 bilhões. Os números ainda são expectativas de mercado; o balanço divulgado pelo banco mostrará o resultado efetivamente registrado no trimestre.
Rentabilidade segue no foco
O Goldman Sachs considera o Itaú o banco mais bem posicionado do setor. A instituição prevê lucro praticamente estável na comparação trimestral e retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) de 23,3%. Esse indicador compara o lucro ao patrimônio do banco e ajuda a medir a rentabilidade do capital investido na instituição.
A estimativa de ROE representa uma redução em relação aos 24,3% registrados no segundo trimestre. Ainda assim, analistas apontam que a rentabilidade do Itaú permanece superior à dos concorrentes. Também destacam a qualidade da carteira de crédito e a capacidade de geração de capital como características que diferenciam o banco entre seus pares.
A combinação desses fatores sustenta a expectativa de continuidade de um desempenho sólido, embora as projeções indiquem mudanças moderadas em alguns componentes do resultado. A expansão esperada da carteira, por exemplo, é descrita como moderada, enquanto as receitas de serviços podem encontrar pressão. A inadimplência, por sua vez, deve permanecer controlada segundo a avaliação do BBI.
Investidores aguardam sinais da administração
Além dos números trimestrais, analistas esperam que a administração comente a evolução da carteira de crédito e a trajetória da inadimplência. As sinalizações sobre a rentabilidade nos próximos meses também estão entre os pontos de atenção para o mercado.
Essas informações podem ajudar investidores a avaliar se o banco conseguirá preservar seus níveis de retorno em um cenário de crescimento econômico moderado e concessão de crédito mais seletiva. O consenso entre analistas citado nas projeções mantém o Itaú como referência entre os grandes bancos listados na Bolsa em eficiência operacional e geração de valor.

