A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do país, registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, mais de quatro vezes o resultado de um ano antes. O desempenho foi apoiado, em parte, pelo aumento das vendas e pela redução das despesas financeiras, segundo os dados divulgados pela companhia.
O resultado superou as expectativas médias do mercado para o período. Analistas consultados pela LSEG projetavam lucro de R$ 1,8 bilhão e Ebitda ajustado de R$ 3,8 bilhões. A receita líquida ajustada, por outro lado, ficou abaixo da previsão média, apesar de ter avançado em relação ao mesmo período do ano anterior.
Lucro e resultado operacional avançam
O Ebitda ajustado da Vibra alcançou R$ 4,3 bilhões no trimestre, mais que o dobro dos R$ 1,8 bilhão registrados no terceiro trimestre de 2025. Ebitda é a sigla em inglês para o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A medida é usada para acompanhar o desempenho operacional, sem considerar esses itens.
O lucro líquido ajustado, por sua vez, considera ajustes feitos pela empresa para apresentar o resultado que avalia como comparável ao longo do tempo. A companhia não detalhou, no material de origem, quais itens foram excluídos do cálculo. Os dois indicadores avançaram e superaram as estimativas médias dos analistas, mas medem aspectos diferentes: o Ebitda acompanha a operação, enquanto o lucro líquido inclui outros componentes do resultado.
Entre esses componentes está o resultado financeiro, que permaneceu negativo, mas caiu 45%, para R$ 359 milhões. A redução das despesas financeiras contribuiu para o desempenho do lucro, junto com o crescimento das vendas, de acordo com a empresa. O dado indica que o impacto financeiro sobre o resultado foi menor do que no período de comparação, embora ainda tenha reduzido o resultado final.
Vendas crescem, mas receita fica abaixo da previsão
A Vibra elevou em 4% o volume de combustíveis vendido no trimestre. No mesmo período, a receita líquida ajustada cresceu 17%, para R$ 56,9 bilhões. A estimativa média do mercado apontava faturamento de R$ 57,9 bilhões, R$ 1 bilhão acima do valor informado pela companhia.
A diferença entre a receita realizada e a expectativa mostra que o avanço anual não foi suficiente para alcançar a projeção dos analistas. Ainda assim, o resultado operacional superou a estimativa média: o Ebitda ajustado ficou R$ 500 milhões acima dos R$ 3,8 bilhões esperados. O lucro líquido ajustado também excedeu a previsão, em R$ 600 milhões.
Os dados divulgados não detalham quanto do crescimento da receita veio de mudanças no volume vendido ou de outros fatores. A companhia informou que o volume aumentou 4% e que a receita avançou 17%, mas não apresentou, no texto, uma abertura adicional para explicar a diferença entre as duas variações.
Rede e contratos corporativos
Entre julho e o fim de setembro, a Vibra adicionou 210 postos à sua rede no país. A empresa também assinou 99 novos contratos no segmento corporativo. Esses dados mostram a expansão da atuação comercial durante o trimestre, embora não haja informações sobre o tamanho dos contratos, a localização dos postos ou a contribuição dessas iniciativas para a receita e o lucro do período.
A ampliação da rede e a conquista de contratos ocorreram no mesmo trimestre em que a distribuidora registrou aumento de 4% nas vendas. A companhia, porém, não informou quanto do crescimento do volume pode ser atribuído aos novos postos ou aos acordos corporativos. Assim, os números permitem observar a expansão da atividade, sem quantificar o efeito específico de cada frente sobre o desempenho financeiro.
Dívida líquida recua
No encerramento de setembro, a Vibra tinha dívida líquida de R$ 14,4 bilhões, uma queda de 23%. A empresa informou alavancagem operacional de uma vez. A alavancagem relaciona a dívida ao resultado usado como referência pela companhia e serve para dimensionar o endividamento em relação à capacidade de geração de recursos. O material não especifica o cálculo empregado para chegar ao indicador de uma vez.
A redução da dívida líquida acompanhou os resultados maiores no trimestre, mas os dados divulgados não apresentam uma explicação detalhada para a queda nem informam os valores de cada componente da dívida. O quadro reúne, assim, crescimento do lucro, do Ebitda e da receita em relação ao período anterior, além de menor dívida líquida e de um resultado financeiro negativo menos intenso.

