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As seis lições de Ludwig von Mises

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Ludwig Heinrich Edler von Mises (1881-1973) foi um economista e teórico social responsável pela elaboração da praxiologia. Trata-se, no campo filosófico, da teoria da ação humana baseada no princípio axiomático de que os homens se engajam em condutas propositadas, em contraste ao comportamento involuntário, tendo por objeto de estudo as causas e preceitos que conduzem as mesmas. Dentre suas mais aclamadas e populares contribuições à ciência econômica está o livro “As seis lições”, um compilado de suas palestras ministradas em 1959 na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires (UBA). Nele, o mais famoso membro da escola austríaca de economia discorre, por intermédio de uma linguagem acessível ao público leigo, sobre temáticas atemporais como a oposição entre os modos de produção socialista e capitalista, a inflação e as consequências da intervenção estatal na regulação dos mercados.

A Primeira Lição, “O Capitalismo”

Mises começa sua exposição comparando o papel social exercido pelos grandes empresários e a aristocracia do antigo regime, argumentando que de modo algum podem ser concebidos como paralelos históricos, pois os capitalistas não reinam sobre um território conquistado (fatia de mercado), mas sim estão subordinados à simpatia de súditos (consumidores), que certamente os abandonarão ao passo que não forem mais capazes de ofertar um bem ou serviço qualitativamente superior e mais acessível, aqueles promovidos por seus concorrentes. Outro aspecto retomado é a historicidade do sistema, tendo como seu antecessor o feudalismo, sistema que acabou por gestar um grave problema social na Inglaterra pré-Industrial do século XVIII, que na época contava com uma população de seis a sete milhões de habitantes. Dessas pessoas, estima-se que mais de um milhão eram acometidos pela indigência. Foi desse cenário que emergiram as bases do capitalismo moderno, caracterizado pelo processo de produção em massa voltada para satisfazer as necessidades das massas, diferentemente das antigas indústrias de beneficiamento, de proveito exclusivo das elites. Evidentemente, os padrões de trabalho e vida durante o famigerado capitalismo selvagem do ponto de vista contemporâneo eram extremamente baixos. No entanto, o autor defende que a narrativa do horror a origem da Revolução Industrial Inglesa está ancorada em um forte anacronismo histórico e fornece como evidência a seguinte estatística: durante o período referido compreendido entre 1760 e 1830, a população inglesa dobrou. Quanto ao cruel uso da mão de obra de mulheres e crianças, ressalva que eram práticas correntes anteriormente, que esses indivíduos recorreram ao trabalho fabril por não disporem de outras alternativas de subsistência.

Segunda Lição: O Socialismo.

Como ávido defensor daquilo que viria a ser mais propriamente conceituado por Hayek sob a alcunha de “Sociedade Espontânea e Expandida”, o precursor da Escola Austríaca choca contra o modelo centralizador planificado de uma economia socialista. A tão controversa problemática do cálculo econômico é alegada, pois o sistema de preços (somente possível em um mercado de múltiplos ofertantes) não só informa o consumidor, mas também se traduz em um meio primordial para a apreensão do processo produtivo por parte dos empresários que disputam entre si fatores intermediários, tais como as matérias-primas, maquinário e inclusive os salários pagos à mão de obra. Tais cálculos não podem ser empreendidos sem o fornecimento de preços pelo mercado. O autor esclarece em seguida que o chamado “Experimento Soviético” apenas se mantinha até a presente data pelo sequestro das ordens de valor do mercado global, majoritariamente capitalista. Apresenta ainda a caracterização do sistema marxista como uma sociedade engessada, dissertando na linha de que a alegada diminuição de discrepâncias sociais supostamente efetivada pelo mesmo nada mais é do que uma falácia. Haja vista, dentre outros pontos apresentados, que o sistema de condicionamento total das relações sociais a estrutura estatal partidarizada afunila as possibilidades de ascensão, restringindo-a à escalada no âmbito do domínio íntimo do partido, exacerbando a diferença de poder entre uma restrita cúpula política e o cidadão médio do regime.

Terceira Lição: O Intervencionismo.

Compreendido como a inserção do Estado no papel de player de mercado, para além de sua designação base de manutenção da ordem, por vias da interferência nos preços, padrões salariais, taxas de juros, bem como pela administração direta de empresas estatais, medidas essas que acabam por redirecionar as atividades produtivas para longe do arbítrio dos consumidores imperante em um livre mercado.

Como exemplo de uma política intervencionista, o texto aborda a recorrente proposição do tabelamento de preços, que tende a ganhar tração em função das queixas populares gestadas pelo aumento dos preços ocasionados pela expansão da base monetária levada a cabo pelo próprio Estado, aumentando, portanto, a oferta de papel moeda circulante, o que consequentemente descamba na perda do poder de compra da moeda dada a lei de oferta e demanda.

Logo, os governos tendem a um gesto populista de fixação de preços, principalmente para alimentos tidos como essenciais, a exemplo, o leite. Tendo em vista o congelamento do repasse final ao consumidor, os produtores que têm de lidar com o aumento de seus insumos veem-se forçados a reduzir margens ou operar em prejuízo, o que os leva a migrar de atividade ou mesmo encerrar suas empresas, resultando na escassez do produto, que em tese seria assegurado.

Conclui-se, por via desta exemplificação, que toda e qualquer interferência governamental nos mecanismos de regulação do mercado conduz a efeitos negativos a nível sistêmico.

Quarta Lição: A Inflação

A obra apresenta uma interpretação do fenômeno inflacionário, considerando-o essencialmente monetário. De acordo com esta perspectiva, a inflação é causada pelo aumento na oferta de moeda, resultando na perda do poder de compra da unidade monetária, conforme já exposto na terceira lição. Além disso, o texto argumenta que o processo inflacionário também oferece uma opção de arrecadação para os governos, que, diante do aumento de seus gastos, acabam por contrair empréstimos junto a seus bancos centrais. Quando estes não possuem meios para reunir o montante solicitado, optam por imprimi-lo, uma manobra possível graças ao efeito retardado do ajuste dos preços e ao acesso imediato do Ente governamental e seu alto funcionalismo a recursos sem lastro produtivo, em detrimento das camadas populares.

Quinta Lição: O Investimento Estrangeiro

Um grande elemento constitutivo na distinção entre países considerados desenvolvidos e em desenvolvimento é o montante de capital investido per capita, que viabiliza o aprimoramento tecnológico dos elementos de produção, como o maquinário fabril, possibilitando uma maior capacidade da mão de obra em agregar valor às mercadorias, ou seja, expandir sua produtividade marginal, resultando em salários proporcionais a essa produtividade. Neste contexto, o acúmulo de capital, tanto em economia doméstica quanto em macroeconomia, é uma variável crucial, sendo o tempo um fator determinante. Os ingleses começaram a poupar antes de todas as demais nações, consequentemente passaram a reinvestir o excedente em negócios, o que assegurou o domínio britânico do século XVIII até o final do século XIX.

Quanto a outros métodos apropriados para acelerar o desenvolvimento das nações emergentes, o investimento estrangeiro é uma opção viável. Foi justamente ele o responsável pela diminuição da vantagem inicial da Grã-Bretanha, sendo público e notório que a maioria dos países europeus, incluindo os Estados Unidos, tiveram boa parte de sua infraestrutura, em especial suas ferrovias, construídas com aporte de capital britânico. Outra evidência dessa colaboração é a declaração do sociólogo Herbert Spencer (1820-1903): “Olhe para a Europa continental. Todas as capitais europeias têm iluminação porque uma companhia britânica lhes fornece gás”.

Considerando que a inserção de recursos estrangeiros em uma economia está condicionada à relação de confiança estabelecida entre o investidor e o território que receberá o capital, os aportes são realizados com a esperança de não serem expropriados. Contudo, é importante ressaltar que essa relação frutífera foi abalada no início do século XX, com a ascensão ao poder do Partido Comunista Russo, que se recusou a honrar os débitos contraídos pelos antecessores do governo czarista. Tais débitos incluíam cerca de vinte bilhões de francos de ouro emprestados pelos franceses nas duas décadas que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Desde então, a desconfiança em relação à instabilidade política e jurídica de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento tem impedido a evolução de suas respectivas escalas produtivas.

Sexta Lição: Política e Ideias   

A frustração com o sistema constitucional parlamentarista, introduzido em fins do século XVIII e início do XIX, deu-se em virtude da influência da mentalidade intervencionista, pela qual tornou-se justificável conceder privilégios, subsidiar grupos específicos, o que, manifesto em natureza política, deu origem ao que hoje chamamos de corporativismo ou política de grupos de pressão. Movimento totalmente contrastante ao espírito de empenho das discussões legislativas, em vista do convencimento de opositores e a demarcação de uma posição majoritária concernente ao bem comum, que, segundo o economista, inspirou a proposição do modelo representativo. Cenário esse que suprimiu o surgimento de autênticos partidos políticos de determinação ideológica, reduzindo a atividade política a mera disputa pela obtenção de vantagens econômicas específicas para determinados setores sociais, que serão, por sua vez, bancadas pela somatória total dos impostos recolhidos das demais parcelas de uma sociedade. Corruptela essa responsável pela infâmia crescente das democracias representativas no mundo ocidental.

Conclusão

Ao finalizar a exploração das seis lições de Ludwig von Mises, torna-se evidente a profundidade e a relevância de suas análises para a compreensão dos fundamentos econômicos e sociais. Mises, por meio de sua praxiologia e da aplicação rigorosa de princípios axiomáticos, oferece inferências valiosas sobre a natureza da ação humana e o funcionamento dos sistemas econômicos.

A partir da abordagem das lições sobre o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, o investimento estrangeiro e a política, emergem reflexões que ecoam além de seu tempo e espaço originais. Ele argumenta em favor de uma ordem social baseada na liberdade individual, na coordenação espontânea dos mercados e na limitação do poder estatal sobre a economia e a sociedade.

Ao examinar criticamente os modelos socialistas e intervencionistas, o economista destaca os riscos do planejamento centralizado, a perda de eficiência econômica e os incentivos perversos que surgem quando o Estado se torna um agente ativo na regulação dos mercados. Ademais, sua análise sobre a inflação e o papel do investimento estrangeiro oferece insights importantes sobre os subterfúgios utilizados pelo estamento burocrático para a manutenção de suas superestruturas e as dinâmicas globais de desenvolvimento econômico.

Por fim, ao evocar sua perspectiva sobre os desdobramentos da política e das ideias em sua época, Mises lança luz sobre os desafios enfrentados pelas democracias representativas na contemporaneidade, advertindo contra a corrosão dos princípios democráticos por interesses corporativos e grupos de pressão. Assim, ao considerar suas lições, somos lembrados da importância da liberdade individual, isto é, da livre associação, que se traduz em um sistema de preços orgânico, e da vigilância contra os excessos do poder estatal. Esses princípios continuam a fornecer orientação valiosa para aqueles que buscam promover sociedades materialmente mais prósperas e livres.

QINV revoluciona o mercado financeiro com captação milionária em inteligência artificial na gestão de carteira – Descubra como!

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A startup Raketo escolheu a QINV para sua próxima captação milionária, buscando R$ 1 milhão para acelerar seus negócios. O CEO da Raketo, Fred Santoro, anunciou durante um evento na sede da Microsoft Brasil a parceria com a fintech, com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia moderna e oportunidades para evolução financeira.

Os investidores interessados poderão investir a partir de R$ 500 na QINV, que pretende usar o valor para alcançar a marca de 150 mil usuários. A QINV é uma fintech que fornece inteligência artificial para ajudar os usuários a construir seus portfólios de investimentos de forma automatizada. Por sua vez, a Raketo é uma plataforma de financiamentos coletivos e apoio a Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

A QINV foi escolhida pela Raketo após uma análise de mais de 2 mil empresas, sendo a primeira a inaugurar a nova plataforma de investimentos que tokeniza ativos com aprovação da CVM. Inspirada pelo sucesso de aplicativos como o Robinhood e Stash nos Estados Unidos, a QINV busca transformar a maneira como os brasileiros interagem com o mercado financeiro, oferecendo uma solução de investimento descomplicada e segura.

A fintech coloca o usuário no centro de sua estratégia, oferecendo portfólios inteligentes no mercado de ações e criptomoedas, com algoritmos que fazem a gestão ativa dos investimentos de forma automática e transparente. Desde seu lançamento em setembro de 2023, o portfolio inteligente de criptomoedas da QINV teve um retorno de 171.96% até março de 2024.

Lendel Lucas, CEO e Fundador da QINV, destaca a negociação de aportes maiores com grandes fundos americanos de venture capital, mas optou por uma rodada com a Raketo no Brasil para expandir sua missão de inclusão financeira e sucesso coletivo. Com um aplicativo intuitivo, a QINV visa proporcionar uma experiência prática, rentável e segura para seus usuários, incluindo investidores novatos e experientes.

Ao final, o texto convida o leitor a refletir sobre o tema e a compartilhar suas opiniões, sem utilizar a palavra “conclusão” no título. A abordagem acessível e envolvente, aliada à otimização para SEO e à estrutura organizada do conteúdo, contribui para uma leitura agradável e informativa.

QINV revoluciona o mercado financeiro com captação milionária em inteligência artificial na gestão de carteira – Descubra como!

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A plataforma de desenvolvimento de startups Raketo escolheu a QINV para sua próxima captação milionária. O CEO da Raketo, Fred Santoro, anunciou que a fintech busca captar R$ 1 milhão para acelerar seus negócios.

Seguindo a missão de democratizar o acesso à tecnologia moderna e oportunidades para evolução financeira, Santoro revelou durante um evento sobre a importância da inteligência artificial na sede da Microsoft Brasil o novo direcionamento de capital.

Os investidores interessados poderão investir a partir de R$ 500 na fintech QINV, que visa alcançar a marca de 150 mil usuários. A QINV é uma fintech que fornece inteligência artificial para ajudar os usuários a construírem seus portfólios de investimentos de maneira automatizada.

Por sua vez, a Raketo é uma plataforma de financiamentos coletivos e apoio a Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Com o apoio da Raketo, a QINV pretende explorar o mercado financeiro de forma mais automatizada e segura.

A QINV foi criada após ver o sucesso de aplicativos como o Robinhood e Stash nos Estados Unidos, que transformaram a maneira como milhões de americanos interagem com os investimentos. A fintech busca trazer essa inovação ao Brasil, com um aplicativo intuitivo que permite aos investidores explorar o mercado financeiro com segurança e facilidade.

Diferenciando-se no mercado, a QINV coloca o usuário no centro de sua estratégia. Os algoritmos da QINV assumem a gestão ativa dos investimentos, garantindo que os portfólios dos usuários sejam otimizados para o melhor desempenho possível. Desde seu lançamento em setembro de 2023, o portfólio inteligente de criptomoedas da QINV teve um retorno de 171.96% até março de 2024.

Lendel Lucas, CEO e fundador da QINV, teve experiência em negociações com bancos durante seus 13 anos na PWC, sendo 10 deles nos Estados Unidos. A fintech está negociando aportes maiores com grandes fundos americanos de venture capital, mas optou por uma rodada com a Raketo no Brasil para expandir sua missão de inclusão financeira.

Em resumo, a parceria entre a Raketo e a QINV promete trazer inovação e facilidade ao mercado financeiro brasileiro, proporcionando aos investidores uma experiência mais segura e automatizada. Com um aplicativo intuitivo e algoritmos inteligentes, a QINV busca democratizar o acesso aos investimentos e proporcionar oportunidades de crescimento financeiro a todos os perfis de investidores.

Onde estão as receitas recorrentes?

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O início de ano do ponto de vista fiscal tem sido mais animador.

De um lado, estamos vendo o esforço contínuo da Fazenda e da equipe econômica na busca pelas medidas adicionais de receita; uma parcela dessa batalha tem sido travada com o Congresso, com vários avanços e um bom diálogo.

E do outro lado, os números de arrecadação de janeiro e as prévias do mês de fevereiro surpreendendo positivamente, aumentam os ânimos do governo.

No entanto, o que continua chamar a atenção é a expectativa de mercado para o resultado primário de 2024 e dos anos seguintes.

A pesquisa Focus indica que se espera um déficit primário de 0,8% do PIB em 2024 e uma melhora desse déficit para 0,6% em 2025 e 0,5% em 2026.

Não parece um cenário tão realista, considerando que uma boa parcela das receitas extras deste ano são as chamadas receitas não recorrentes.

O que quero dizer é que, a não ser que apareçam outras fontes de arrecadação, os déficits primários de 2025 em diante devem ser maiores que o visto em 2024.

Uma breve análise das receitas adicionais previstas pelo governo nos permite inferir o que foi dito acima. Para este ano, as medidas de transações tributárias, revisão de contratos de concessão ferroviária, depósitos judiciais da Caixa Econômica Federal e limitação das compensações tributárias são as principais que não são recorrentes de 2.025 em diante.

Somadas, elas totalizam algo em torno de R$ 120 bilhões de acordo com a expectativa do governo, representando um pouco mais de 30% do total que o governo espera arrecadar esse ano.

Portanto, ano que vem, além de não contarmos com esses R$ 120 bilhões, o montante de algumas medidas também será inferior ao esperado este ano, como por exemplo a recuperação de créditos do CARF.

Isso abre mais espaço para outras discussões relevantes envolvendo um possível contingenciamento do orçamento e a própria alteração da meta fiscal.

A decisão sobre contingenciamento ainda é incerta. Ao que parece, devemos ver alguma coisa da ordem de até R$ 20 bilhões, o que ajuda a compensar algumas despesas previstas como por exemplo a desoneração da folha de pagamento.

E a alteração da meta fiscal parece mais certa de que irá ocorrer, de um déficit zero para um déficit de 0,5% do PIB, a principal questão seria mais o timing dessa mudança.

Por fim, vale destacar o tema de reforma administrativa. Nos lembremos que o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi uma figura importante no ano passado ao trazer o debate sobre a reforma, no sentido de que, se não fosse possível costurar a questão fiscal com as medidas de arrecadação, seria necessário repensar as despesas do governo.

Nos últimos tempos, Lira segue fazendo seus acenos positivos à reforma, reforçando o ganho de longo prazo que será trazido com o avanço da proposta.

O lado fiscal transparece estar com uma fotografia um pouco melhor, porém o final do filme é nebuloso e continua claro que a nossa política fiscal está longe de alcançar a sustentabilidade, que seria a partir de um superávit fiscal da ordem de 1,5% do PIB.

Infelizmente apesar dos esforços da Fazenda, da equipe econômica, mesmo ainda com déficit fiscal o presidente Lula acha que possivelmente teremos “sobra” de recursos, coisa que estamos longe de alcançar.

*Este artigo teve a co-autoria do economista da Jive Investments Luan Takada.

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Para lucrar no trading, é preciso aprender a perder primeiro

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A grande maioria dos traders se perdem quando o assunto é aceitar o risco. Isto porque é o momento em que a gestão emocional entra em jogo, e a falta dela pode ser o componente que falta para que você consiga alcançar os resultados que tanto deseja.

Aliás, a partir deste princípio, você vai perceber que entramos com mais profundidade nas questões que transcendem a lógica no trading, e dependem de uma mudança profunda de mentalidade.

É fácil definir que o seu risco será de R$ 200 por dia. Agora me conta se você já não se pegou fazendo uma destas coisas:

Arrastar o stop, mudando o seu risco no meio da operação;
Encurtar o stop, por medo de ter entrado errado;
Zerar na mão, sem um sinal claro de reversão do mercado, por medo de perder o pouco que já tinha garantido para depois ver o mercado ir na direção que você imaginava.

E porque os traders fazem isto? Porque não aceitam, de verdade, o risco.

A aceitação está lá no plano de trading, mas é da “boca para fora”. Afinal, a planilha aceita tudo.

Executar trading

No entanto, quando é a hora de realmente fazer acontecer, de colocar em prática o seu operacional, o seu plano de trading, o trader não se limita ao seu papel que é de identificar padrões e executar o trade sem expectativas. Isso mesmo que você leu: sem expectativas.

Ao invés disso começam os diálogos mentais: “será que eu analisei certo?”, “hummm, acho que se eu puxar um pouquinho o stop ele não me pega e continua”, “putz, acho melhor garantir o que eu já consegui”, “hoje eu vou até o fim, quero recuperar tudo o que já perdi”.

Percebe que todos estes pensamentos (eu duvido que você não tenha tido nenhum deles até hoje) são totalmente relacionados à crença de que é preciso “estar certo”?

Mas se estamos falando de um mercado incerto, entende que é uma loucura ficar buscando a certeza?

O que devemos buscar é a aceitação completa da incerteza de cada trade. Ou seja, determinamos o risco, aceitamos, o trade se desenvolve, ganhamos ou perdemos, e fim. Próximo trade.

A melhor crença a ser adotada é “tudo pode acontecer e estou aceitando este risco, considerando-se as probabilidades que o mercado apresenta neste momento”.

Aprender a perder

Aceitar o risco é muito mais do que determinar o tamanho do seu stop. Aceitar o risco é entender que não se “torce” por um trade, e sim se “executa” um trade.

Você é responsável por determinar seu ponto de entrada, o stop correto dentro da sua gestão e um alvo ideal. E se no momento que fizer isto sentir algum desconforto… algo está errado.

Se você está sentindo medo, vai ficar buscando sinais ou informações do mercado para confirmar seus medos, e invariavelmente vai sair do seu plano.

Sua atitude diária com relação aos trades é o que vai te trazer a aceitação plena dos riscos. E isto está totalmente relacionado à redução da ansiedade, que nada mais é que o excesso de futuro no presente.

Lembra do que eu falei de querer estar “certo”? Pois, então, este desejo gera ansiedade, que consequentemente gera o comportamento “torcedor” em vez de “executor”.

É possível eliminar a ansiedade?

Não, porque ela é parte natural do funcionamento do nosso cérebro, que deseja constantemente fugir da dor e buscar o prazer.

Mas é possível, sim, reduzir o comportamento nocivo da ansiedade seguindo alguns passos simples, que eu detalho neste vídeo.

E lembre-se que o primeiro passo para lucrar é aprender a perder.

Confira mais conteúdos no IM Trader

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Excessos e Limites: Até Onde Estamos dispostos a Chegar?

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Mudanças na Emissão de CRIs e CRAs: O Que Isso Significa para o Mercado Financeiro

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) apresentou uma decisão que surpreendeu o setor financeiro brasileiro. No dia 1º de fevereiro, o órgão máximo do sistema financeiro impôs restrições significativas à emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A justificativa? "Aumentar a eficiência da política pública no suporte aos setores do agro e imobiliários". Mas, por trás dessa justificativa oficial, o que realmente motivou essa decisão?

O Que Estão Dizendo os Especialistas?

Em alguns veículos, essa mudança foi descrita como uma tentativa de "acabar com a farra nos títulos incentivados". Entretanto, o uso do termo “farra” é um tanto forte e contradiz a natureza metódica do mercado de capitais. Afinal, esse é um ambiente que costuma ser marcado por discussões detalhadas e documentação extensa, envolvendo advogados e reguladores.

Nos últimos anos, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) facilitou e reforçou a interpretação das normas, permitindo que muitos projetos nos setores agro e imobiliário conseguissem financiamento.

O Crescimento das Emissões de CRIs e CRAs

Nos últimos meses, observamos um aumento significativo na emissão de CRIs e CRAs, impulsionado por diversos fatores:

  • Taxa de Juros Elevada: Com a Selic nas alturas, muitos investidores buscaram alternativas em títulos de renda fixa, atraídos pela promessa de segurança.

  • Desempenho Fraco de Outros Ativos: O mau desempenho de diversas classes de ativos fez com que muitos investidores migrassem para esses títulos.

  • Isenção de Imposto de Renda: Para pessoas físicas, a isenção de IR é um atrativo forte que aumenta o interesse.

Somente em 2020, as emissões somaram aproximadamente R$30 bilhões. Em 2022, esse número explodiu para mais de R$94 bilhões, embora tenha recuado para R$88 bilhões em 2023. As robustez das garantias oferecidas em diversas operações é outro fator importante que contribui para essa atratividade, proporcionando segurança e reduzindo o risco de perda.

O Impacto das Novas Regras

A nova resolução 5.118, recém-implantada, traz uma série de restrições que afetam diretamente a emissão de CRIs e CRAs:

  1. Limitação para Empresas: Muitas empresas abertas, assim como instituições financeiras, estão proibidas de emitir esses títulos, a menos que atuem nos setores imobiliário ou do agronegócio.

  2. Proibição de Operações entre Partes Relacionadas: Essa mudança acarreta um impacto considerável, especialmente em projetos complexos.

  3. Impedimento de Reembolso de Despesas: Uma das alterações mais severas é a proibição do reembolso de despesas como origem para esses títulos. Este ponto é crucial, pois muitas operações demandam tempo e aprovações múltiplas em órgãos burocráticos, o que pode dificultar o financiamento.

Essas medidas visam "controlar" a situação, mas muitos especialistas argumentam que a administração da infraestrutura de títulos não pode ser tratada como um problema de fiscalização simples.

Efeitos Imediatos da Resolução

Em 2023, a aplicação das novas regras pode resultar em alterações drásticas no mercado. De acordo com o serviço de dados do Clube FII, cerca de 50% do volume emitido anteriormente poderia ser afetado negativamente pela nova legislação, representando uma perda aproximada de R$23,6 bilhões. Isso não se trata apenas de números; envolve processos que atualmente dependem do reembolso de despesas.

  • Empresas Abertas: A proibição impacta 34% das operações, muitas delas provinham de companhias listadas que não se enquadram nos setores permitidos.

  • Instituições Financeiras: Aproximadamente 12,3% das operações também seriam prejudicadas.

  • Perda de Segurança: Além de complicar a estrutura dos projetos que buscam financiamento, a nova regulação torna mais difícil para os investidores se sentirem seguros.

O Impacto nos Investidores: Quem São os Mais Afetados?

As pessoas físicas que investem diretamente em CRIs e CRAs sentirão os impactos mais visíveis. Dados mostram que, de todas as emissões realizadas até agora em 2023, apenas 42,5% estavam vinculadas a fundos imobiliários. Ou seja, uma grande parcela de investidores individuais pode ficar desprotegida diante dessas novas regras, perdida em meio às complicações e limitações impostas.

Alterações e Esclarecimentos

Recentemente, em uma reunião extraordinária, o CMN revisou a resolução 5.118 para tentar esclarecer pontos confusos e amenizar os danos causados pelo impacto inicial. Embora não tenham ocorrido mudanças significativas nas diretrizes principais, as tentativas de evitar uma catástrofe maior no mercado foram bem recebidas.

Ainda assim, havia uma expectativa de que a proibição do reembolso de despesas pudesse ser revista, o que não se concretizou.

A Importância da Focalização nas Políticas Públicas

As políticas públicas precisam ser bem direcionadas para que os recursos limitados do governo alcancem os segmentos que realmente precisam. Embora seja verdade que houve uma certa “criatividade” excessiva em alguns casos nos últimos anos, a nova resolução pode ter ido longe demais ao restringir tanto o uso do reembolso nas emissões de CRIs e CRAs.

Essas novas regras podem criar um ambiente de insegurança e incerteza para muitos investidores e empresas que dependem desses instrumentos para financiar suas operações e projetos.

Reflexões Finais

O que podemos aprender com essa mudança? A importância de um regulador que entenda a complexidade do mercado financeiro e que permita a flexibilidade necessária para que as operações prosperem sem comprometer a eficiência. O desafio é encontrar um equilíbrio entre a regulação e a liberdade que impulsiona a inovação e o crescimento.

Convidamos você, leitor, a refletir sobre como essas mudanças podem afetar o seu investimento ou o seu entendimento do mercado. Quais são as suas opiniões sobre essas novas restrições? Como você acredita que elas impactarão o futuro dos CRIs e CRAs no Brasil? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias!

Descubra por que investir em sucessos de Beyoncé, Taylor Swift e U2 pode transformar sua carteira!

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Investir em Músicas de Beyoncé, Taylor Swift e U2: A Nova Possibilidade de Ativos de Mercado

A startup norte-americana JKBX (pronuncia-se “jukebox”) apresenta uma proposta inovadora: ganhar dinheiro com suas músicas favoritas. A empresa oferece títulos lastreados nos fluxos de royalties de artistas renomados, como Taylor Swift e U2, permitindo que investidores individuais explorem esse novo mercado e invistam em músicas.

Recentemente, a Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente à CVM nos Estados Unidos, aprovou a primeira oferta dessa modalidade oferecida pela JKBX. O objetivo da empresa, de acordo com o Wall Street Journal, é democratizar os investimentos em música e torná-los acessíveis às massas.

Como funciona o investimento em músicas? A JKBX possibilita que investidores comprem fatias da receita gerada por diversas músicas através de seu site. Entre as opções disponíveis para investimento estão faixas de Beyoncé, Adele, Taylor Swift, U2, Stevie Wonder e Major Lazer. A empresa também oferece títulos baseados nos royalties de músicas do produtor Ryan Tedder.

A transformação dos direitos autorais das músicas em produtos financeiros não é uma novidade, com exemplos como os Bowie Bonds de David Bowie em 1997. No entanto, os ativos de música tradicionalmente eram acessíveis apenas a investidores institucionais renomados. A proposta da JKBX é que esse tipo de investimento esteja ao alcance do cidadão comum, ampliando o acesso a novas classes de ativos.

O valor dos royalties de uma música varia, com a canção “Halo” de Beyoncé disponível na JKBX por US$ 6,78 por unidade. Os investidores que adquirem esses ativos têm direito a uma distribuição trimestral das taxas geradas pelos royalties, provenientes de serviços de streaming, vendas de álbuns, royalties de rádio, entre outros. Os pagamentos podem variar a cada trimestre, conforme a performance da música.

Embora os dividendos iniciais desses ativos possam não ser tão atrativos, a JKBX planeja permitir a compra e venda dos ativos ainda este ano, após superar obstáculos regulatórios. A empresa também tem conversado com corretoras para disponibilizar os royalties de músicas em suas plataformas online, ampliando as possibilidades de negociação para os investidores.

Os dividendos provenientes dos royalties de músicas podem ter um potencial de crescimento significativo, especialmente quando uma música é utilizada em trilhas sonoras de filmes, séries ou se torna viral em plataformas como TikTok e Instagram. A JKBX, sob liderança de profissionais experientes do mundo do entretenimento, busca democratizar esse mercado e proporcionar uma nova forma de investimento para o público em geral.

Em conclusão, a possibilidade de investir em músicas de artistas consagrados como Beyoncé, Taylor Swift e U2 através da JKBX representa uma oportunidade única no mercado financeiro. Ao tornar os royalties acessíveis a investidores individuais, a empresa cria um cenário inovador e atrativo para aqueles que buscam diversificar suas carteiras e se envolver no universo da música de uma maneira inédita. Com o potencial de crescimento dos dividendos provenientes dos royalties, essa modalidade de investimento promete despertar interesse e transformar a forma como as pessoas enxergam o mercado musical.

Milhões em ascensão: empresas brasileiras captam fortuna em fevereiro. Descubra o segredo do sucesso das startups!

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O mês de fevereiro foi marcado por um cenário de desafios para as startups brasileiras, que viram uma queda no volume de investimentos em relação a janeiro. De acordo com dados da plataforma Sling Hub, o Brasil captou US$ 167 milhões (R$ 824,28 milhões na cotação atual) durante o período, representando uma redução de 45% em comparação com o mês anterior. Enquanto isso, a América Latina como um todo registrou um aumento de 10%, movimentando US$ 482 milhões (R$ 2,38 bilhões).

Apesar desse panorama desafiador, tanto o Brasil quanto a região apresentaram crescimento ano a ano, com um aumento de 16% e 63%, respectivamente, segundo a análise da Sling Hub, especializada em dados sobre o ecossistema de startups latino-americanas.

No México, destacou-se como o país que mais captou investimentos na América Latina em fevereiro, totalizando US$ 194 milhões (R$ 957,45 milhões). Esse valor foi impulsionado principalmente pela rodada de investimentos de US$ 120 milhões (R$ 592,24 milhões) da fintech Baubap, a maior da região. Além disso, o setor de cleantech registrou um crescimento significativo, com destaque para a segunda rodada mais significativa no México, que recebeu um aporte de US$ 60 milhões (R$ 296,08 milhões) para a cleantech VEMO.

No Brasil, a COGTIVE se destacou com uma rodada de investimentos que a tornou a maior do setor de indústria no país, superando a TideWise. Embora ambas as startups tenham levantado o mesmo valor em reais (R$ 10 milhões), a cotação do dólar nas datas das transações tornou a rodada da COGTIVE a mais lucrativa do setor.

Em relação ao desempenho das startups em 2023, o relatório da Sling Hub revelou que 450 startups latino-americanas levantaram capital pela primeira vez, totalizando US$ 1,04 bilhão, uma queda de 56% em relação ao ano anterior. No Brasil, 252 startups captaram pela primeira vez, representando uma redução de 46% em comparação com 2022.

Diante desse cenário desafiador, é fundamental que as startups brasileiras e latino-americanas busquem estratégias inovadoras e parcerias sólidas para garantir sua sustentabilidade e crescimento no mercado. A criatividade e a capacidade de adaptação serão essenciais para superar os obstáculos e aproveitar as oportunidades que surgirem no caminho. Juntos, podemos construir um ecossistema de startups forte e próspero. Vamos em frente!

Por que você está perdendo dinheiro no mercado financeiro?

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Se você está investindo dinheiro no mercado financeiro em renda variável e ainda não obteve resultados positivos, é hora de refletir sobre os motivos que podem estar o levando a essa situação frustrante.

Conhecer as razões pelas quais você está perdendo dinheiro é o primeiro passo para entender seus erros e adotar uma abordagem mais assertiva em seus investimentos. Confira, a seguir:

1 – Falta de conhecimento e compreensão do mercado

Muitas pessoas perdem dinheiro simplesmente porque não têm conhecimento suficiente sobre o funcionamento do mercado financeiro. Essas pessoas podem estar apenas clicando em “comprar” ou “vender”, sem entender completamente os riscos e benefícios envolvidos em cada operação.

(Simplesmente, por não entender o valor que está envolvido, na maioria das vezes as pessoas não vêm o dinheiro “físico, material” em sua frente e acabam tratando as operações como se fossem um jogo).

É fundamental investir tempo em educação financeira, entender os tipos de investimentos disponíveis, analisar tendências e adquirir um conhecimento sólido sobre mercado antes de realizar qualquer transação.

2- Vício em clicar e agir impulsivamente

Esse é um dos motivos mais comuns que levam as pessoas a perder dinheiro em suas operações é o vício em clicar. Muitas pessoas acreditam que, ao tomar uma ação imediata, conseguirão obter grandes retornos rapidamente.

No entanto, esse tipo de abordagem impulsiva curiosamente pode dar alguns lucros em certos momentos de volatilidade alta.

É muito importante ter disciplina e evitar tomar decisões baseadas apenas no impulso de clicar. É preciso ter um plano estratégico bem definido e seguir uma abordagem consistente no mercado.

3- Conteúdo enganoso e desorientador

Infelizmente, na internet, o conteúdo sobre mercado financeiro, principalmente day trade, está repleto postagens criadas por indivíduos sem qualquer tipo de resultados positivos no mercado e que buscam outras formas de ganhar dinheiro.

Essas pessoas muitas vezes inventam estratégias milagrosas e as vendem como solução rápida de enriquecimento rápido no mercado.

Esse tipo de conteúdo polui e difama o nome “trader”. Inclusive hoje em dia torna-se até vergonhoso na visão de muitos você falar que é um trader! Percebeu a que ponto chegamos?

Por que as pessoas perdem dinheiro no mercado financeiro?

Por isso, é crucial filtrar as informações e procurar por fontes confiáveis e autênticas. Busque por pessoas com experiência comprovada no mercado, que tenham análises e estratégias embasadas em fundamentos sólidos.

Perder dinheiro no mercado financeiro não é uma situação inevitável, mas sim um sinal de que algo precisa mudar em sua abordagem com ele. Se você se identifica com um dos motivos acima, é hora de agir.

Comece investindo em conhecimento, estudando os fundamentos do mercado financeiro e as estratégias de investimento. Desenvolva uma mentalidade disciplinada, evitando assim o impulso de clicar sem pensar.

Procure por fontes confiáveis de informação, cursos e blogs que foquem principalmente na prática do que é ensinado, de investidores especializados e com resultados consistentes.

Lembre-se de que investir no mercado financeiro exige tempo, dedicação e personalidade bem definida. Não caia na armadilha de buscar soluções rápidas e milagrosas.

Com a abordagem correta e o conhecimento adequado, é possível reverter a situação negativa e assim obter resultados positivos no mercado financeiro.

Fonte

Vendas de veículos crescem 23% no primeiro bimestre

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Caros leitores, digníssimas leitoras,

Eis que, enfim, depois daquele clássico recesso entre o Réveillon e o Carnaval, o Brasil voltou a funcionar!

E o setor automotivo vem fazendo seu papel no melhor estilo possível!

O que apuramos no final deste primeiro bimestre?

Que as vendas de veículos novos registram crescimento de quase 23% sobre o primeiro bimestre do ano passado.

Uau!

Neste ano, estamos com 307,1 mil carros novos vendidos contra 249,9 mil no mesmo período do ano passado.

E o “mais-melhor-de-bom” é que conseguimos notar quem está indo bem e quem irá sofrer!

Neste nosso ensaio, vamos fazer uma análise das marcas seguindo o seguinte conceito: “Estou arrebentando”; “Estou indo bem”; “Sinal amarelo”; “Só G-zuis salva!”

ESTOU ARREBENTANDO

Nesta primeira leva, temos cinco marcas que representam 10% do mercado e que estão com crescimento mais que dobrado sobre o mesmo período do ano passado.

Se elas possuem neste primeiro bimestre 10% de share, no ano passado era de 3%.

Neste primeiro momento, temos como grande destaque três marcas chinesas! A campeã absoluta desta primeira análise é a BYD, que saiu de um share de quase 0,2% para quase 3% neste ano, caminhando a passos largos para manter o ritmo. Ok, ela pesou a mão no lançamento do “golfinho”, o carro novo dela? Pesou! Mas ainda tem muito espaço de crescimento. Estão com rede de concessionárias em expansão (só com grupos bons/capitalizados) e ainda nem começaram a produzir localmente.

Assim como a BYD, mas num ritmo um pouco mais lento, a GWM é outra que já abocanhou 1,3% do mercado de veículos.

O grande ponto interessante das duas marcas é que elas estão chegando com ótimos produtos com qualidade de ponta. O diferencial de uma para a outra é a velocidade (planejamento) de crescimento. Mas, independentemente, se uma vai chegar primeiro que a outra – as duas irão chegar! E, hoje, aposto um picolé de limão que daqui a um/dois anos, falaremos que as duas possuem 10% do mercado, e não os 4% atuais.

A terceira marca chinesa (pero no mucho) é a Caoa-Chery! O que percebemos é que a questão genética favoreceu (e muito) o atual dono/presidente da marca, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, que parece ter conseguido herdar o “toque de midas” do pai.

A Caoa-Chery está com crescimento de 159% nas vendas, saindo de uma venda de 2,6 mil unidades no primeiro bimestre para 6,8 mil neste ano. O share da marca dobrou, saindo de 1,05% para 2,21%.

E tem mais!

Ele teve o desplante/ousadia de derrubar o preço dos carros, como o Tiggo 7, em R$ 35 mil, tornando assim um dos SUVs médio mais TOP e baratos no mercado.

Ou seja, o Carlinhos “tacou fogo no parquinho”. Afinal de contas, uma medida dessas gera um desdobramento terrível no mercado (para as outras marcas).

Saindo das chinesas, as outras duas marcas que reforçam o nosso top 5 de “Estou arrebentando” são as marcas americanas Ram e Ford.

A Ram registra crescimento de 285% nas vendas, enquanto a Ford reportou 98%. As marcas estadunidenses estão com produtos focados no mercado de picapes, seja a eterna Ranger da Ford ou a nova Rampage da Ram.

O mercado de picapes é um mercado que está em ascensão – e elas estão surfando na onda!

ESTOU INDO BEM

Nesta segunda leva “ESTOU INDO BEM” de marcas, vamos também fazer o nosso top 5. Quatro delas vêm do leste asiático! Do Japão temos Honda, Mitsubishi e Nissan com crescimento médio de 40% nas vendas, seguidos de perto pela Hyundai e a única fora do leste asiático, a Peugeot.

Em relação às marcas japonesas, o conceito é “praticamente” o mesmo. Elas penaram nos últimos tempos com falta de produto/produção. E as marcas japonesas têm um certo tempo para “resolver os problemas”. Se falta agilidade para resolver os pepinos no curto prazo, sobra planejamento para se perpetuar no longo prazo.

E é isso que está acontecendo agora! Nissan com +43%, Honda +42% e Mitsubishi +31% de crescimento são reflexo de novos produtos que chegaram, como a nova L200 da Mitsubishi.

Além disso, desde o ano passado elas já vêm anunciando seus novos planos, como a Nissan em novembro, quando o presidente da marca veio até o Rio para anunciar investimentos de quase R$ 3 bilhões em novos produtos e melhorias da fábrica.

Saindo do Japão e descendo para a Coréia do Sul, temos a Hyundai com crescimento nas vendas de quase 30%. O ponto positivo para o crescimento e evolução futura da marca, foi que Hyundai e CAOA resolveram nesta quinta (29) uma pendência que se arrastava por anos. Agora, os coreanos da Hyundai serão responsáveis por toda produção/distribuição dos produtos Hyundai, além da CAOA “ceder” a operação fabril. Ou seja, é como se eu estivesse aumentando a minha capacidade fabril do dia para a noite, o que será extremamente benéfico para a marca e, consequentemente, para os consumidores.

Saindo do leste asiático e indo para a Europa, temos a Peugeot, com evolução nas vendas de 36%. O ponto central para a marca do leãozinho é que ela no mercado brasileiro foi a que mais cresceu desde a fusão entre PSA e FCA. A entrada dos italianos da FCA na condução administrativa/comercial da operação da Peugeot foi a melhor coisa que aconteceu para marca, que “desburocratizou” todo seu processo!

SINAL AMARELO

No nosso top 5 de marcas que ligaram o sinal amarelo, temos Fiat, VW, Toyota, Renault e Citroen. Essas cinco marcas possuem 52% de share contra quase 54% do ano passado.

Essas marcas não estão indo mal… mas também não estão tão bem assim!

O ponto aqui é que existe uma questão de perspectiva futura das marcas. No caso da Renault, ela tem o seu novo SUV pintando no pedaço. A Citroen acabou de lançar uma nova versão do C3 para 7 lugares, que vai pegar um nicho de mercado altamente carente. E também existe o burburinho da chegada do novo “Yaris Cross” da Toyota.

Ou seja, o segundo semestre deste ano vai ser do tipo: “o império contra-ataca”.

Além disso, como são marcas lá no topo da pirâmide (tirando a Citroen), elas sempre são os alvos!

SÓ G-ZUIS SALVA

Neste ano, foram poucas marcas que registraram queda nas vendas. Com um mercado crescendo 23%, você tem que ser “muito bom” para ir na contramão dele! Tanto que não existe um Top 5 dessas marcas, mas apenas um Top 3: GM, Jeep e Volvo, que possuíam 24% de share no primeiro bimestre do ano passado e viram sua participação despencar para 17% neste ano. Elas (praticamente a GM) perderam 7 pontos percentuais de share.

No caso da Volvo, que apostou desde o início na eletrificação dos seus produtos – independentemente de estarem certos ou errados, o grande ponto aqui é que a marca foi uma das que tomaram aquela pedrada no meio da testa do (des)governo federal, que decidiu aumentar o Imposto de Importação do carro eletrificado em 35%. Por mais que a marca vá trazer o seu novo carro de entrada (tipo um Ecosport, mas com padrão Volvo) 100% elétrico, isso não deverá ser suficiente para rever o seu volume de vendas. Por isso, a marca amarga perda de 25% neste começo de ano.

A Jeep, com um lineup cansado/antigo e com inúmeros problemas nos seus produtos reportados continuamente pelos clientes, é outra que está sofrendo e registrando perda de 5%.

Mas aqui a gente dá um desconto para a marca. O grupo Stellantis está com: Ram +285%; Peugeot + 36%; Fiat +18%; Citroen +11% e Jeep -5%. Assim, na média, o grupo registra crescimento de 17%. E, afinal de contas, não tem como ganhar todas!

A GM, diferentemente dos seus brothers americanos, registra queda de 14% nas vendas. Ela viu o seu share despencar de 17% para 12%.

Qual o problema da marca?

Sabe aquele conceito de “menos é mais”?

No setor automotivo (onde a escala é necessária) isso é uma verdade mais que absoluta. A marca possui 13 produtos no seu portifólio. Ela tem o Hatch Pequeno (Onix); Sedan Pequeno (Onix Sedan); Hatch Médio (Cruze); Sedan médio (Cruze Sedan); Crossover (Spin); SUV (Tracker; Equinox e Trailblazer); Picape pequena (Montana); Picape média (S10); Picape grande (Silverado); Esportivo (Camaro); Elétrico (Bolt).

Em resumo… sou tudo e nada ao mesmo tempo!

Sou pífio no mercado de carro eletrificado; o meu esportivo fica a anos-luz de uma Mercedes, Audi ou qualquer outra marca de luxo; estou lá atrás no mercado de picapes (exemplo: em fevereiro, a GM vendeu 124 Silverados contra mais de 2,1 mil unidades da Rampage da Ram); insisto em atuar no mercado de sedan médio, onde “só” o Toyota Corolla é quase 65% do mercado (GM mal chega a 5%); tem a Spin com transtorno de personalidade (Sou um SUV? Sou uma Minivan? Sou um crossover? O que sou?); mas pelo menos está na disputa do mercado de Hatch e Sedan pequeno (graças às locadoras que – geralmente – compram na bacia das almas).

É… esse ano começou bem animado para o setor!

E aí, o que achou? Dúvidas, me manda um e-mail aqui.

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