As 10 maiores do Agro100 somam R$ 1,24 trilhão em 2026


As dez maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram receita líquida de R$ 1,24 trilhão em 2025, segundo a sétima edição do levantamento Agro100. O valor representa alta de 11,08% em relação às dez primeiras colocadas da edição anterior, que registraram R$ 1,12 trilhão. A JBS lidera o ranking, com faturamento de R$ 480,58 bilhões.

O estudo também aponta que as 100 maiores companhias do setor tiveram faturamento conjunto de R$ 2,1 trilhões em 2025, avanço de 13,45% ante o ano anterior. A lista reúne empresas de diferentes elos da cadeia produtiva, como proteína animal, alimentos e bebidas, agroenergia e comércio de produtos agrícolas.

JBS lidera com R$ 480,58 bilhões

A JBS ocupa a primeira posição, à frente da MBRF, segunda colocada, e da Cargill, que aparece em terceiro lugar. As três empresas atuam em segmentos distintos ou complementares da cadeia do agronegócio: proteína animal, no caso das duas primeiras, e alimentos e bebidas, no caso da Cargill.

Confira as dez empresas do ranking, com os faturamentos informados pelo levantamento, seus setores, ano e local de fundação e principal executivo:

  • 1ª JBS: faturamento de R$ 480,58 bilhões. Atua em proteína animal, foi fundada em 1953, em Anápolis (GO), e tem Gilberto Tomazoni como principal executivo.
  • 2ª MBRF: R$ 163,96 bilhões. Do setor de proteína animal, foi fundada em 2000, em São Paulo (SP). Seu principal executivo é Miguel Gularte.
  • 3ª Cargill: R$ 115,29 bilhões. Atua em alimentos e bebidas. Foi fundada em 1865, em Conover, Iowa, nos Estados Unidos, e está no Brasil desde 1965. Paulo Sousa é o principal executivo.
  • 4ª Ambev: R$ 88,24 bilhões. Do segmento de alimentos e bebidas, foi fundada em 1999, em São Paulo (SP). Seu principal executivo é Carlos Lisboa.
  • 5ª Raízen Energia: R$ 87,7 bilhões. Atua em agroenergia, foi fundada em 2011, em São Paulo (SP), e tem Nelson Gomes como principal executivo.
  • 6ª Bunge Alimentos: R$ 76,01 bilhões. Atua em alimentos e bebidas. A empresa foi fundada em 1818, em Amsterdã, na Holanda, e está no Brasil desde 1905. Rossano de Angelis Junior é o principal executivo.
  • 7ª Copersucar: R$ 65,78 bilhões. Do setor de comércio e tradings, foi fundada em 1959, em São Paulo (SP). Seu principal executivo é Tomás Caetano Manzano.
  • 8ª Cofco Internacional Brasil: R$ 61,63 bilhões. Também atua em comércio e tradings. Foi fundada em 2014, em Genebra, na Suíça, e está no Brasil desde o mesmo ano. Luiz Noto é o principal executivo.
  • 9ª Minerva: R$ 54,83 bilhões. Atua em proteína animal, foi fundada em 1992, em Barretos (SP), e tem Fernando Galletti de Queiroz como principal executivo.
  • 10ª Suzano: R$ 50,12 bilhões. Do segmento de celulose, madeira e papel, foi fundada em 1924, em São Paulo (SP). Seu principal executivo é João Alberto Abreu.

Levantamento abrange sete segmentos

O Agro100 classifica as companhias em sete segmentos da cadeia produtiva: agroenergia; agroquímicas; genética e insumos; alimentos e bebidas; celulose, madeira e papel; comércio e tradings; cooperativas; e proteína animal. O levantamento inclui cooperativas, grupos empresariais e companhias de capital aberto e fechado.

Na lista das dez primeiras, proteína animal reúne três empresas: JBS, MBRF e Minerva. Alimentos e bebidas aparece com Cargill, Ambev e Bunge, enquanto comércio e tradings conta com Copersucar e Cofco Internacional Brasil. Raízen Energia e Suzano completam o grupo, respectivamente, em agroenergia e celulose, madeira e papel.

A relação completa das 100 empresas integra a edição 146 da Forbes Brasil. A publicação está disponível para dispositivos Android, na Google Play Store, e iOS, na App Store; a edição impressa também será distribuída em bancas, segundo o material do levantamento.

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