Os astronautas Anil Menon, da NASA, e Joshua Kutryk, da Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês), farão nesta quinta-feira (5) uma caminhada espacial para instalar componentes ligados à atualização do sistema de geração de energia da Estação Espacial Internacional (ISS). A atividade deve durar cerca de sete horas e integra o trabalho da Expedição 75.
Durante a operação, os dois profissionais ficarão fora da estação para montar e conectar a estrutura ao sistema de energia. A instalação faz parte de um projeto iniciado em junho de 2021, que prevê o uso de painéis solares expansíveis para complementar os equipamentos já existentes e ampliar a eletricidade disponível na ISS.
Equipe dará suporte à caminhada
Os engenheiros de voo Jessica Watkins e Luke Delaney, ambos da NASA, vão apoiar a atividade. Eles ajudarão Menon e Kutryk na preparação e na retirada dos trajes espaciais, acompanharão a caminhada e operarão o braço robótico Canadarm2, empregado durante a instalação.
O trabalho fora da estação exige coordenação entre os astronautas e a equipe que permanece a bordo. Enquanto Menon e Kutryk executam a montagem e a conexão dos equipamentos, Watkins e Delaney ficam responsáveis pelo suporte aos colegas e pelo controle do braço robótico. A operação está prevista para começar às 10h30, no horário de Brasília.
A NASA+ começará a transmitir ao vivo a caminhada às 9h, também no horário de Brasília. A diferença entre o início da transmissão e o horário previsto para o começo da atividade permite acompanhar a operação antes de os astronautas iniciarem o trabalho externo.
Painéis complementam sistema existente
Os equipamentos que serão instalados integram o projeto iROSA, sigla em inglês para International Space Station Roll-Out Solar Arrays. São painéis solares expansíveis desenvolvidos para complementar os painéis da estação e compensar o desgaste dos dispositivos instalados em 2000.
O planejamento inicial previa a instalação de seis unidades. O projeto passou a incluir mais dois painéis para elevar a capacidade de geração de energia da estrutura. Com os oito equipamentos, a capacidade da estação pode aumentar em até 30%, segundo a NASA, passando de 160 quilowatts para aproximadamente 215 quilowatts.
Quilowatt é uma unidade usada para medir potência elétrica. Na ISS, a energia gerada pelos painéis abastece sistemas necessários ao funcionamento da estação, como iluminação, computadores, experimentos científicos, comunicação e suporte à vida. O aumento da capacidade amplia a eletricidade disponível para esses usos.
Estrutura se desenrola após instalação
Os iROSA têm estrutura leve e flexível. Ao contrário dos painéis solares convencionais descritos na fonte, eles são transportados de forma compacta e se desenrolam de maneira autônoma depois de posicionados na estação. Esse processo dispensa grandes motores para abrir os equipamentos.
Os painéis captam a luz solar e a convertem em eletricidade. Como foram concebidos para trabalhar junto aos equipamentos já instalados, a atualização não substitui o sistema original: acrescenta capacidade e ajuda a compensar o desgaste dos painéis mais antigos.
A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de sistemas destinados a futuras missões de exploração espacial. A fonte cita projetos na Lua e em Marte como possíveis aplicações, sem detalhar missões específicas. A caminhada desta quinta-feira é parte do trabalho de instalação necessário para completar a expansão do sistema energético da estação.

