O Ministério da Agricultura informou nesta terça-feira a confirmação de um novo caso da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, em Santa Catarina. A detecção ocorreu dentro da área de restrição já estabelecida e é a quarta registrada desde a declaração do estado de emergência zoossanitária.
Novo foco em área de restrição
Segundo comunicado do ministério, o caso foi confirmado em uma propriedade de criação de aves no município catarinense. A pasta informou que a ocorrência está dentro da área de restrição definida anteriormente, mas não divulgou, no comunicado citado, detalhes sobre o tamanho da propriedade, o número de animais afetados ou as medidas adotadas no estabelecimento.
A confirmação eleva para quatro o total de detecções registradas desde que as autoridades declararam emergência zoossanitária. O ministério não apresentou informações adicionais sobre as outras ocorrências nem indicou se o novo caso altera os limites da área de restrita. A detecção dentro desse perímetro significa que o caso está na região já sujeita a restrições, e não em uma área descrita como nova no comunicado.
A doença de Newcastle é viral e altamente contagiosa entre aves. De acordo com o Ministério da Agricultura, ela não causa problemas para a saúde humana. A informação distingue os efeitos sanitários da doença sobre as criações de aves dos riscos para as pessoas: a fonte descreve a enfermidade como uma ameaça para aves, mas afirma que não há problema para a saúde humana.
Reflexos nas compras de frango
O caso ocorre após um foco anunciado pelo ministério em meados de outubro, em uma criação de perus também em Santa Catarina. A ocorrência anterior levou países a suspenderem parte das compras de carne de frango do maior exportador global do produto. Entre os mercados citados estão China, México, Arábia Saudita e África do Sul.
A notícia não informa o volume de carne afetado, o valor das vendas suspensas nem a duração das medidas adotadas por esses países. Também não especifica se as restrições comerciais mencionadas após o foco em perus foram ampliadas ou alteradas com a confirmação em Nova Erechim. Assim, o efeito comercial relatado está ligado às suspensões anunciadas depois do caso de outubro, sem indicação de uma nova decisão de compra em resposta à quarta detecção.
As suspensões citadas são parciais: o comunicado não afirma que os países interromperam todas as compras de carne de frango. A distinção é relevante para dimensionar o alcance da medida. China, México, Arábia Saudita e África do Sul aparecem como exemplos de países que suspenderam parte das aquisições, mas não há informação sobre a parcela das compras atingida em cada mercado.
O que foi informado
O ministério identificou o município e classificou a ocorrência como a quarta detecção desde a emergência zoossanitária. Também situou o caso dentro da área de restrição já existente. Esses dados permitem localizar a nova confirmação no contexto das medidas sanitárias em vigor, mas não detalham o alcance operacional dessas medidas nem possíveis impactos adicionais sobre a produção.
Para o mercado de aves, o fato de a doença ser altamente contagiosa entre animais ajuda a explicar a atenção dada às ocorrências e às áreas de restrição. Já o efeito sobre o comércio internacional depende das decisões de cada país importador. No caso citado, alguns mercados suspenderam apenas parte das compras após o foco de outubro; a informação disponível não apresenta uma atualização específica sobre essas decisões após a confirmação em Nova Erechim.
O Ministério da Agricultura não informou, no comunicado reproduzido, a data exata da confirmação, a quantidade de aves envolvidas ou o calendário de novas medidas. O registro desta terça-feira se soma, portanto, às outras três detecções contabilizadas desde a declaração de emergência, enquanto permanece dentro do perímetro de restrição anteriormente estabelecido.

