Flávio Bolsonaro diz em evento nos EUA que “ainda não foi o fim”


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na quinta-feira (5), durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Mar-a-Lago, que “grandes coisas estão por vir” no Brasil e nos Estados Unidos. O pronunciamento ocorreu após a derrota do parlamentar para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira e o revés do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato americanas, realizadas na terça-feira (3). Flávio disse que pretende continuar liderando a oposição ao presidente brasileiro.

Discurso após derrotas eleitorais

Em sua fala, o senador pediu que brasileiros e americanos mantenham a fé, apesar dos resultados eleitorais. “A minha palavra para o Brasil e também aqui, para a América, é que Deus está sempre no controle de tudo. A porta que Ele abre ninguém fecha e a porta que Ele fecha ninguém abre”, afirmou.

Flávio disse que, um ano antes, não imaginava que seria candidato à Presidência do Brasil. “Mas eu creio que era o projeto de Deus não só para mim, mas para a minha nação”, declarou. Ele também afirmou que o resultado eleitoral não representa um encerramento definitivo e pediu que seus apoiadores continuem agindo em busca de seus objetivos.

“Mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que nós esperávamos, nós temos que agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim”, disse o senador. Em seguida, reiterou a intenção de seguir à frente da oposição a Lula.

Ao mencionar os dois países, Flávio afirmou que “não foi o fim para o Brasil” nem para os Estados Unidos. Ele também disse que “muita coisa pode acontecer” e associou a fé à confiança em algo que ainda não é visível. O discurso ocorreu no resort de Mar-a-Lago, residência do presidente americano Donald Trump, em Palm Beach, na Flórida.

Viagem aos Estados Unidos

Flávio chegou à Flórida na quarta-feira da semana anterior, dia 28, após uma viagem que passou pela Argentina e pelo Equador. Segundo a notícia, o deslocamento ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, após a eleição de 25 de outubro, que o senador não poderia deixar o Brasil.

O senador e familiares entraram nos Estados Unidos com uma autorização de permanência por motivos humanitários, conhecida como humanitarian parole. A permissão possibilita que permaneçam no país por um ano. Relatos da imprensa americana apontaram que o governo Trump poderia acelerar a concessão de green card a Flávio e aos familiares. O documento permite residência legal permanente nos Estados Unidos.

Aliados do secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmaram que ele coordenou a ida de Flávio ao país. Rubio, porém, negou essa informação. Trump já havia dito que o senador poderia ficar nos Estados Unidos “quanto tempo quiser”. O presidente americano chamou a eleição brasileira de “fraudada”, “estranha” e “uma vergonha”, mas afirmou que não tomou partido no pleito. Segundo relatos da imprensa americana, ele não pretende apoiar Flávio na disputa pelo poder no Brasil.

Encontro com ator de filme

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado federal, publicou no X um vídeo curto do senador cumprimentando o ator americano Jim Caviezel durante a CPAC. Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”. “Agora em Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro, em liberdade, se encontra com o ator Jim Caviezel”, escreveu Eduardo.

Flávio admitiu neste ano, após reportagem do site The Intercept, que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, financiou o filme. O senador afirmou que a operação foi legal e não envolveu recursos públicos.

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