Ibovespa amplia perdas no pregão e pressiona operações de day trade


O Ibovespa caiu 0,75% na última sessão, aos 167.921 pontos, e acumulou cinco pregões consecutivos de baixa. Na análise técnica para esta terça-feira (3), Rodrigo Paz aponta que o índice segue sob pressão vendedora e abaixo de referências de curto e longo prazo, embora um indicador em região de sobrevenda possa favorecer repiques pontuais.

Ibovespa segue abaixo das médias

Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 167.007 e 169.184 pontos e permaneceu abaixo dos 170 mil pontos. No início de outubro, havia renovado a máxima histórica, em 209.713 pontos. Depois do resultado das eleições, rompeu a faixa de estabilidade próxima ao topo e passou a aprofundar o movimento de correção, segundo a análise.

No gráfico diário, o Ibovespa está abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essas médias acompanham o comportamento dos preços em diferentes intervalos e são usadas por analistas para avaliar tendências. Para Paz, o afastamento do índice em relação a elas reforça o viés negativo.

O Índice de Força Relativa (IFR), indicador que mede a intensidade dos movimentos de alta e baixa, recuou para 25,43 e entrou em região de sobrevenda. Essa condição pode abrir espaço para uma recuperação técnica, mas não confirma, por si só, a formação de um fundo nem uma reversão da tendência.

Para iniciar uma recuperação mais consistente, o índice precisaria superar a faixa entre 181.565 e 189.487 pontos. Acima dela, os próximos objetivos seriam 203.050 pontos e, depois, a máxima histórica de 209.713 pontos. No sentido contrário, o primeiro suporte indicado é 164.835 pontos. Se perder esse nível, o Ibovespa poderá buscar 153 mil pontos e, em uma correção mais extensa, 147 mil.

Resistências e suportes no intradiário

No gráfico de 60 minutos, o índice também permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Como fechou perto da mínima do pregão, a análise mantém aberto o risco de novas perdas. Para recuperar força compradora, o Ibovespa precisaria superar primeiro a faixa de 169.125 a 171.750 pontos.

Se romper essa resistência com entrada de volume, os próximos níveis apontados são 178.530 a 181.565 pontos e, depois, 189.487 a 195.305 pontos. Já a perda de 167.045 pontos poderia intensificar as vendas. Nesse cenário, os suportes seguintes ficam entre 166.210 e 164.835 pontos, com alvos mais longos de 163.570 a 161.765 pontos.

Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, fecharam a última sessão, em 30 de outubro, em queda de 0,41%, aos 170.350 pontos. O ativo seguia em cenário de volatilidade e pressão vendedora, embora tenha terminado ligeiramente acima das médias móveis no gráfico de 15 minutos. A faixa entre 169.605 e 169.070 pontos é o suporte imediato; a resistência está entre 170.645 e 171.455 pontos. O rompimento de um desses limites pode indicar a direção do próximo movimento intradiário.

Dólar e bitcoin têm sinais distintos

O minidólar WDOZ26, também com vencimento em dezembro, avançou 0,93% na última sessão, para 5.470 pontos, e registrou a segunda alta consecutiva. No gráfico diário, o contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que preserva a tendência positiva. No gráfico de 60 minutos, também está acima das médias curtas, mas ainda precisa vencer resistências para confirmar a continuidade da alta.

No gráfico de 15 minutos, porém, o minidólar recuou no fim do pregão e fechou abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Para a próxima sessão, os suportes indicados são 5.464,5 e 5.449,5 pontos; as resistências ficam em 5.475 e 5.488,5 pontos.

Já o contrato futuro de bitcoin BITX26, com vencimento em novembro, caiu 1,40%, para 423.960 pontos. O IFR estava em 49,50, em zona neutra, sem sinal de sobrecompra ou sobrevenda. Segundo a análise, o contrato permanece em uma região de indefinição entre suporte e resistência imediatos.

Para ampliar a queda, o bitcoin teria de perder a faixa de 417.080 a 402.020 pontos. Abaixo dela, os níveis seguintes são 392.530 a 377.770 pontos e, em um movimento mais longo, 359.640 a 332.945 pontos. Para retomar a alta, precisaria superar 427.070 a 441.700 pontos; os próximos objetivos seriam 467.540 a 483.225 pontos e, depois, 525.800 a 596 mil pontos.

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