Ibovespa cai pelo sexto pregão seguido e mantém perdas no day trade


O Ibovespa caiu 1,42% na sessão de terça-feira (3) e fechou aos 165.528 pontos, na sexta baixa consecutiva. A análise técnica de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, aponta que o índice segue sob pressão vendedora e abaixo de médias móveis usadas para acompanhar a tendência dos preços.

Ibovespa segue abaixo de resistências

Durante o pregão, o índice oscilou entre 164.446 e 168.005 pontos e continuou abaixo dos 170 mil pontos. No início de outubro, havia renovado a máxima histórica, aos 209.713 pontos. Desde então, perdeu força e devolveu parte expressiva da valorização acumulada.

No gráfico diário, o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, referências calculadas a partir dos preços registrados em diferentes intervalos. Segundo Paz, o afastamento em relação a essas médias reforça o viés negativo. O Índice de Força Relativa (IFR), indicador que mede a intensidade dos movimentos de alta e baixa, recuou para 24,14, nível considerado de sobrevenda.

Essa condição pode favorecer repiques técnicos, mas, na avaliação do analista, não confirma a formação de um fundo nem uma reversão da tendência. Para uma recuperação mais consistente, o índice precisaria superar a faixa entre 181.460 e 189.487 pontos. Acima dela, as próximas referências seriam 203.050 pontos e a máxima histórica de 209.713 pontos.

Na direção contrária, a mínima do pregão chegou a ficar abaixo dos 164.835 pontos, mas o Ibovespa encerrou acima desse nível. Uma perda confirmada desse suporte poderia levar o índice a testar os 153 mil pontos e, em uma correção mais extensa, os 147 mil pontos.

No gráfico de 60 minutos, a estrutura também segue negativa, com o índice abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para recuperar força compradora, teria de superar as resistências entre 169.125 e 171.750 pontos. Com entrada de volume, a análise aponta como alvos seguintes as faixas de 178.530 a 181.565 pontos e de 189.487 a 195.305 pontos. Já a perda dos suportes entre 164.446 e 163.570 pontos poderia abrir espaço para 161.765 a 160.180 pontos e, depois, para 159.375 a 157.565 pontos.

Mini-índice e minidólar

O contrato de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, recuou 1,44% na terça-feira e terminou aos 168.035 pontos. O ativo permanece em cenário de volatilidade elevada e pressão vendedora, apesar da recuperação no fim da sessão. No gráfico de 15 minutos, a primeira faixa de suporte está entre 167.365 e 166.685 pontos, enquanto a resistência fica entre 168.345 e 169.340 pontos. O rompimento de um desses limites pode indicar a direção do próximo movimento intradiário.

No gráfico de 60 minutos, o mini-índice fechou entre médias móveis de curto prazo. A estrutura mais ampla ainda favorece os vendedores, mas a proximidade das médias pode aumentar as oscilações durante o pregão.

O contrato de minidólar WDOZ26, também com vencimento em dezembro, subiu 0,90% na última sessão e encerrou aos 5.519 pontos. Foi a terceira alta consecutiva. No gráfico de 15 minutos, porém, terminou próximo e ainda abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A resistência mais próxima está entre 5.526,5 e 5.538,5 pontos. O primeiro suporte fica entre 5.512 e 5.494 pontos; a perda dessa faixa pode abrir espaço para uma correção mais ampla.

No gráfico de 60 minutos, o minidólar segue acima das médias de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o cenário positivo. A continuidade da alta depende do rompimento das resistências próximas, enquanto a perda dos suportes pode fortalecer um movimento de realização.

Contrato de Bitcoin tem resistência em 441.700 pontos

O contrato futuro de Bitcoin BITX26, com vencimento em novembro, avançou 1,97% na última sessão e fechou aos 432.320 pontos. No gráfico diário, a alta recuperou força compradora e aproximou o ativo de uma resistência imediata. O IFR de 14 períodos marcou 53,12 pontos, nível considerado neutro, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

Para prolongar a recuperação, o contrato precisaria superar 441.700 pontos. Nesse caso, as próximas referências seriam as faixas de 467.540 a 483.225 pontos e, em um movimento mais longo, de 525.800 a 596.000 pontos. Para retomar o fluxo de baixa, teria de perder a região entre 417.080 e 402.020 pontos. Abaixo dela, os alvos técnicos indicados são 392.530 a 377.770 pontos e, depois, 359.640 a 332.945 pontos.

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