Ibovespa futuro cai com balanços e decisão de juros do Fed no radar


O Ibovespa Futuro recuava na abertura desta quarta-feira (28), em meio à repercussão de balanços corporativos no Brasil e no exterior e à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Às 9h03, no horário de Brasília, o índice caía 0,50%, aos 177.480 pontos.

O mercado também acompanhava uma agenda concentrada de eventos para as próximas 48 horas. Além da decisão do Fed, estão previstas definições sobre juros pelo Banco Central Europeu e pelo Banco do Japão. No campo corporativo, Microsoft e Alphabet, duas das principais empresas do setor de inteligência artificial, devem divulgar resultados.

Balanço do Santander e cenário local

No Brasil, um dos destaques da temporada de balanços foi o Santander Brasil (SANB11). O banco informou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,89 bilhões no terceiro trimestre, resultado 28% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. A instituição também apontou que o cenário de crédito continua desafiador.

O desempenho coloca os números do banco entre os fatores acompanhados pelos investidores na sessão, que já começou com queda nos contratos futuros do principal índice da bolsa brasileira. A divulgação ocorre em uma semana marcada por decisões de juros e resultados empresariais, eventos que podem influenciar a avaliação dos mercados sobre empresas e ativos.

Na agenda doméstica, investidores também devem observar sinais sobre a composição da equipe econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O noticiário nacional era dominado ainda pela informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o país após descumprir uma ordem para entregar os passaportes, no âmbito de um inquérito em que é investigado por lavagem de dinheiro. A notícia também relacionava a saída à derrota dele no segundo turno da eleição presidencial para Lula.

Exterior e moedas

Os movimentos dos contratos futuros em Wall Street eram mistos no início do dia. O Dow Jones Futuro recuava 0,18%, enquanto o S&P 500 avançava 0,18%. O Nasdaq, índice com forte presença de empresas de tecnologia, subia 0,49%.

Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,05% e era negociado a R$ 5,359. A variação ocorria em uma sessão na qual os investidores também monitoravam as decisões dos bancos centrais e os balanços previstos para os próximos dias.

Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. O destaque foi o Kospi, da Coreia do Sul, que subiu mais de 6%. A fabricante de chips SK Hynix avançou 11% depois de divulgar resultados acima das expectativas, com lucro sete vezes maior. A companhia também apresentou um plano para devolver 100 trilhões de won, equivalentes a US$ 75,41 bilhões, aos acionistas até 2026.

Petróleo e minério de ferro

Os preços do petróleo dispararam após um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita reacender preocupações com o abastecimento. O país é o maior exportador mundial de petróleo bruto. A notícia levou o mercado a acompanhar os possíveis efeitos do episódio sobre a oferta da commodity.

Na China, os contratos de minério de ferro fecharam em alta. A retomada da produção nas usinas compensou as expectativas de maior pressão sobre a oferta, associadas ao aumento das chegadas do produto aos portos. Assim, petróleo e minério apresentaram movimentos distintos dos contratos acionários acompanhados no Brasil e nos Estados Unidos.

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