As 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro somaram faturamento de R$ 2,1 trilhões em 2025, alta de 13,45% em relação ao levantamento de 2024. Os números fazem parte da sétima edição da lista Agro100, que reúne cooperativas e empresas de capital aberto e fechado e organiza os resultados em sete segmentos da cadeia produtiva.
O levantamento mostra diferenças expressivas entre as áreas. Agroquímicas, Genética e Insumos teve o maior crescimento percentual, enquanto Proteína Animal permaneceu na liderança em faturamento. Já Cooperativas e Celulose, Madeira e Papel registraram as menores variações no período.
Insumos lideram avanço percentual
O faturamento de Agroquímicas, Genética e Insumos aumentou 44,22%, de R$ 77,38 bilhões em 2024 para R$ 111,60 bilhões em 2025. Foi a maior expansão entre os sete segmentos considerados. Apesar do avanço, a área ficou em sexto lugar no ranking de faturamento.
Comércio e Tradings registrou a segunda maior alta, de 14,91%, e chegou a R$ 277,07 bilhões. Em 2024, o segmento havia faturado R$ 241,12 bilhões. Agroenergia teve crescimento próximo, de 14,54%, com receita de R$ 255,80 bilhões, ante R$ 223,32 bilhões no ano anterior.
Alimentos e Bebidas avançou 13,56%, passando de R$ 382,56 bilhões para R$ 434,44 bilhões. O resultado colocou o setor na segunda posição em volume financeiro, atrás apenas de Proteína Animal. Os dados apontam, portanto, que os segmentos com as maiores taxas de crescimento não foram necessariamente os que concentraram o maior faturamento.
Proteína Animal mantém a liderança
Proteína Animal respondeu pelo maior faturamento entre os segmentos, com R$ 759,99 bilhões em 2025. O valor representa crescimento de 8,92% sobre os R$ 697,74 bilhões registrados em 2024. Embora a expansão tenha ficado abaixo da alta geral de 13,45% informada para as 100 empresas, a área manteve a primeira posição em volume financeiro.
O ranking setorial da Agro100 2026, organizado pelo faturamento de 2025, ficou assim:
- Proteína Animal: R$ 759,99 bilhões, alta de 8,92%;
- Alimentos e Bebidas: R$ 434,44 bilhões, alta de 13,56%;
- Comércio e Tradings: R$ 277,07 bilhões, alta de 14,91%;
- Agroenergia: R$ 255,80 bilhões, alta de 14,54%;
- Cooperativas: R$ 170,83 bilhões, alta de 0,35%;
- Agroquímicas, Genética e Insumos: R$ 111,60 bilhões, alta de 44,22%;
- Celulose, Madeira e Papel: R$ 94,23 bilhões, alta de 0,98%.
Cooperativas e setor florestal têm pouca variação
Os dois segmentos com menor crescimento foram Cooperativas e Celulose, Madeira e Papel. O faturamento das cooperativas passou de R$ 170,23 bilhões para R$ 170,83 bilhões, uma variação de 0,35%. No setor florestal, a receita subiu de R$ 93,32 bilhões para R$ 94,23 bilhões, avanço de 0,98%.
Apesar das variações modestas, Cooperativas ocupou a quinta posição em faturamento, acima de Agroquímicas, Genética e Insumos e de Celulose, Madeira e Papel. A comparação entre os setores reúne tanto o tamanho das receitas quanto o ritmo de crescimento: o segmento de insumos liderou em alta percentual, mas ficou distante dos maiores valores absolutos.
A lista compila o desempenho financeiro de companhias distribuídas pelos sete segmentos da cadeia produtiva nacional. O detalhamento das 100 empresas integra a edição 146 da Forbes Brasil, disponível para download em plataformas digitais para Android e iOS. A distribuição da edição impressa está prevista para bancas de todo o país.