A Petrobras registrou produção média de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026, entre julho e setembro, segundo relatório divulgado na noite de 28 de outubro. O volume, que reúne óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural, foi recorde para a companhia e avançou 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e 5,3% ante o segundo trimestre deste ano. De acordo com a estatal, o resultado foi impulsionado pelo maior nível de eficiência operacional em oito anos.
Eficiência e novas unidades impulsionam produção
A Petrobras também atribuiu o crescimento ao avanço da produção das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, e à chegada da unidade Alexandre de Gusmão ao nível máximo de produção previsto inicialmente, em Mero. A redução das perdas provocadas por paradas para manutenção contribuiu para o desempenho.
Durante o trimestre, 12 novos poços produtores entraram em operação: seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. O avanço das unidades em atividade se refletiu nos resultados dos campos do pré-sal, com marcas de produção em Búzios e Mero.
Em Búzios, a plataforma Almirante Tamandaré alcançou em julho produção média mensal de 263 mil barris de petróleo por dia, o maior nível desde o início de suas operações. A Petrobras informou que a unidade continua sendo a plataforma de maior produção no Brasil.
Em Mero, a Alexandre de Gusmão, quinta unidade instalada no campo, atingiu em 25 de agosto a capacidade de 180 mil barris por dia definida no projeto original. Depois da implementação de um aditivo para ampliar a capacidade, a plataforma chegou a um pico de 190 mil barris por dia em 3 de setembro. A mudança foi feita, segundo a estatal, em concordância com órgãos reguladores e entidades ambientais.
As plataformas de Mero produziram, em conjunto, uma média de 760 mil barris de óleo por dia no trimestre. Com esse volume, o campo foi o terceiro maior produtor de petróleo do país, atrás de Búzios e Tupi. Outra unidade de Mero, a Sepetiba, superou a capacidade de processamento de óleo inicialmente projetada, de 180 mil barris por dia, e alcançou um pico diário de 212 mil barris em setembro.
Búzios terá novas plataformas em 2027
As unidades de Búzios também superaram, pela primeira vez, a média de 11 milhões de metros cúbicos diários de exportação de gás natural. O campo deve receber as plataformas P-80 e P-82, que deixaram o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, em 30 de setembro e 18 de outubro, respectivamente, com destino à área de produção.
Cada uma das novas unidades tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. A previsão é que ambas entrem em operação em 2027.
Vendas internas e exportações também avançam
No segmento de refino, transporte e comercialização, a venda de derivados no mercado interno somou 1,854 milhão de barris por dia. Foi o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021 e representou alta de 6,4% em relação ao trimestre anterior. O diesel avançou 14,4%, enquanto as vendas de querosene de aviação (QAV) cresceram 9,9%.
As exportações de petróleo e derivados alcançaram 1,251 milhão de barris por dia, um recorde para a companhia. A produção de derivados ficou em 1,873 milhão de barris por dia, e o fator de utilização total das refinarias foi de 99%. No diesel, a Petrobras registrou recorde trimestral de 769 mil barris por dia e máxima mensal de 792 mil em julho.
Para Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, “o crescimento da produção de petróleo foi acompanhado pela integração entre produção, logística e comercialização”. Segundo ela, esses avanços contribuíram para o recorde de exportações e para a capacidade da empresa de sustentar o crescimento e atender os clientes.
O relatório ressalva que os valores projetados para o quarto trimestre de 2026 em diante são estimativas ou metas. A companhia também informa que os dados operacionais apresentados no documento não foram auditados pelo auditor independente.

