Google ganha espaço em carteira de ações globais, e Apple deixa a seleção


A carteira Top Ações Globais da XP retirou Apple e Baidu e aumentou a exposição à Alphabet para novembro, em uma revisão que reforça a aposta em empresas ligadas à inteligência artificial. A mudança foi detalhada em relatório divulgado em 30 de outubro e ocorreu mesmo após as ações da dona do Google caírem 18,3% no mês anterior.

A seleção reúne 18 companhias internacionais. Os estrategistas Fernando Ferreira, Raphael Figueredo e Maria Irene Jordão elevaram a participação da Alphabet de 5% para 10%, tornando-a a maior posição individual da carteira. A Micron também ganhou espaço, enquanto Apple e Baidu deixaram o portfólio.

Correções de preço influenciaram as mudanças

Segundo o relatório, a XP avaliou que as ações da Apple estavam caras em relação ao ritmo de crescimento da empresa. A análise também apontou que o aumento nos preços dos chips de memória pode pressionar as margens da fabricante do iPhone. Com esses fatores, a companhia foi excluída da seleção para novembro.

A Alphabet recebeu uma avaliação diferente. Para os analistas, a queda recente dos papéis abriu uma oportunidade de investimento. A tese considera o avanço do Google Cloud e a demanda por infraestrutura para inteligência artificial, além da correção de preço registrada em outubro.

A Micron teve sua participação dobrada, de 2,5% para 5%, depois de suas ações recuarem 16,9% em outubro. A empresa fabrica semicondutores e, de acordo com o relatório, está entre as beneficiárias da procura por memórias de alto desempenho usadas em centros de processamento de dados, conhecidos como data centers.

A Baidu foi retirada porque as dificuldades em seu negócio tradicional de buscas ainda não foram compensadas pelos investimentos em inteligência artificial. As decisões indicam uma seleção mais específica de empresas associadas à tecnologia, em vez de uma exposição uniforme a todas as grandes companhias do setor.

Tecnologia lidera a distribuição da carteira

A tecnologia representa 27,5% dos recursos da carteira, a maior fatia entre os setores. O setor financeiro responde por 20%, e o de comunicações, por 15%. Entre as empresas de tecnologia citadas estão Nvidia, Microsoft, Micron, ASML e TSMC. No segmento financeiro, aparecem Citigroup, JPMorgan e Santander.

A carteira também tem concentração geográfica: 75% dos recursos estão na América do Norte. Europa representa 17,5% e Grande China, 7,5%. Os dados mostram que, embora a seleção reúna empresas de diferentes setores e regiões, a maior parte da exposição permanece em companhias norte-americanas.

O relatório apresenta ainda estimativas de potencial de valorização calculadas com base nos preços-alvo do consenso de mercado compilado pela Bloomberg. Esses percentuais são projeções derivadas das estimativas dos analistas, e não garantias de retorno.

Estimativas e desempenho em outubro

A Alibaba aparece com o maior potencial de alta estimado, de 84,7%, seguida pela Micron, com 84,1%. A Nvidia tem potencial calculado em 59%, a Uber, em 55,3%, e a ASML, em 54,8%. Para a Alphabet, a estimativa é de 43,6%, considerando o preço de referência de US$ 278,22 e o preço-alvo consensual de US$ 399,46.

Os valores da Alphabet têm como base 30 de outubro. A diferença entre o preço de referência e o preço-alvo expressa a expectativa de valorização considerada no cálculo, mas não assegura que o papel atingirá esse nível.

Em outubro, a carteira caiu 0,5%, desempenho melhor que o do iShares MSCI ACWI ETF, fundo negociado em bolsa que acompanha ações de vários mercados, cuja queda foi de 1,7%. No acumulado de 2026 até outubro, o portfólio avançou 12,2%, ante alta de 11% do indicador.

Para novembro, a revisão combina o reforço em empresas associadas à inteligência artificial com a retirada de ações consideradas menos atrativas pelos estrategistas. A Alphabet passou a ocupar a maior posição individual, enquanto a participação em Micron também aumentou após a desvalorização de outubro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Recentes

Ação da Tenda (TEND3) cai 17,7% após resultados fracos no 3º trimestre

As ações da Tenda (TEND3) caíram 17,72% nesta quinta-feira (5) e fecharam cotadas a R$ 16,25, a maior baixa...

Quem leu, também se interessou