Durigan diz que reunião foi convergente sobre caminhos para o futuro


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a reunião de economistas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve convergência sobre diagnósticos e caminhos para a economia, mas não discutiu medidas específicas. Segundo Durigan, ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vão organizar as propostas que Lula eventualmente referendar para apresentá-las após o retorno da viagem do presidente.

Sem medidas definidas

Durigan disse que o encontro foi “bastante convergente” em relação à avaliação do cenário e às direções a serem consideradas. O ministro afirmou, porém, que ainda não é o momento de tratar de ações concretas. A reunião, portanto, não resultou, segundo ele, em anúncios de iniciativas econômicas nem em decisões sobre medidas a serem adotadas.

Ao relatar a conversa, o chefe da Fazenda associou os caminhos discutidos às premissas e aos compromissos apresentados por Lula e referendados nas urnas. Também mencionou o compromisso do presidente e dele próprio com a sustentabilidade das contas públicas. A declaração não detalhou quais políticas poderiam ser propostas nem indicou prazos para sua implementação.

O ministro afirmou que ele e Bruno Moretti trabalharão “com método” para afunilar e encaminhar eventuais medidas que recebam o aval do presidente. A apresentação, segundo Durigan, deverá ocorrer quando Lula voltar de sua viagem. A fala aponta uma etapa de organização e avaliação das possibilidades, mas não especifica quais propostas serão consideradas ou se haverá anúncio no retorno.

Diagnóstico da economia

Entre os pontos positivos citados por Durigan estão o desemprego em mínima histórica e a inflação sob controle. O ministro não apresentou números para esses indicadores durante as declarações reproduzidas. Também não detalhou quais aspectos da inflação ou do mercado de trabalho foram debatidos na reunião.

Na avaliação relatada por Durigan, esses elementos favoráveis coexistem com desafios. Ele citou a taxa de juros em patamar elevado e um cenário internacional que pressiona os preços dos combustíveis. A reunião, assim, tratou de um quadro com fatores de naturezas diferentes: de um lado, condições internas consideradas positivas pelo ministro; de outro, custos financeiros altos e pressões externas sobre os combustíveis.

Durigan não informou quais economistas participaram do encontro, quais argumentos foram apresentados por eles ou como os participantes avaliaram cada um desses fatores. Também não vinculou a discussão a uma decisão sobre juros, inflação, emprego ou preços dos combustíveis. Na fala do ministro, esses temas aparecem como parte do diagnóstico, sem que tenham sido associados a medidas específicas.

Próximos passos

A etapa seguinte, conforme o relato, será o trabalho de Durigan e Moretti para organizar eventuais iniciativas e encaminhá-las ao presidente. A definição depende de Lula referendar as medidas. Até que isso ocorra, o ministro afirmou que não há propostas específicas a apresentar. A expectativa mencionada por ele é levar o resultado desse trabalho ao presidente após a viagem.

O compromisso com a sustentabilidade das contas públicas foi apresentado por Durigan como uma das premissas da conversa. A declaração não trouxe metas fiscais, estimativas de gastos ou receitas, nem explicou como esse compromisso se traduziria em propostas. Também não informou se as eventuais medidas teriam impacto sobre o orçamento ou sobre a atividade econômica.

Com isso, a reunião foi descrita pelo ministro como um alinhamento de diagnóstico e de direções gerais, e não como uma rodada de decisões. Os sinais positivos e os desafios mencionados formam o contexto para a preparação de possíveis medidas, mas o governo ainda não apresentou conteúdo, formato ou calendário para iniciativas econômicas. Segundo Durigan, esses pontos só poderão avançar depois do trabalho de organização e da avaliação do presidente.

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