A Eli Lilly informou nesta quarta-feira (5) que o lucro líquido e a receita cresceram no segundo trimestre, impulsionados pela demanda por Mounjaro e Zepbound, medicamentos GLP-1 usados para perda de peso. A farmacêutica americana também elevou sua projeção de receita para 2026, embora tenha reduzido ligeiramente o limite superior da estimativa de lucro ajustado.
Lucro e receita superam estimativas
O lucro líquido da empresa chegou a US$ 7,1 bilhões no trimestre, ou US$ 7,94 por ação. No mesmo período do ano anterior, a Eli Lilly havia registrado US$ 5,66 bilhões, equivalentes a US$ 6,29 por ação.
Quando excluídos itens não recorrentes, o lucro foi de US$ 8,38 por ação. O resultado ficou acima dos US$ 6,01 por ação esperados por analistas consultados pela FactSet. A comparação mostra que o desempenho ajustado também superou a projeção do mercado, além de avançar em relação aos números divulgados pela companhia no ano anterior.
A receita totalizou US$ 22,97 bilhões, alta de 48% na comparação anual. O valor superou a expectativa de US$ 20,69 bilhões projetada por analistas de Wall Street. Segundo a empresa, o crescimento refletiu um aumento de 60% no volume de vendas, parcialmente compensado por uma queda de 13% nos preços realizados.
Os dados apontam para uma diferença entre a expansão do volume comercializado e o comportamento dos preços. A companhia atribuiu o avanço da receita ao maior volume, enquanto a redução dos preços realizados limitou parte desse efeito. O balanço não detalhou, no material divulgado, outros fatores para a variação.
Mounjaro e Zepbound avançam
A demanda pelos dois tratamentos GLP-1 teve papel central nos resultados. O Mounjaro gerou receita de US$ 9,94 bilhões no trimestre, crescimento de 91% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Zepbound alcançou US$ 4,93 bilhões, alta anual de 46%.
Os números mostram que os dois produtos registraram aumento de receita, com avanço mais acelerado para o Mounjaro. Em conjunto, as vendas dos medicamentos somaram US$ 14,87 bilhões no período. A Eli Lilly relacionou o desempenho geral à procura ainda aquecida por seus tratamentos para perda de peso.
Projeção de 2026 muda
Para 2026, a empresa passou a estimar lucro ajustado entre US$ 35,50 e US$ 36,50 por ação. A mudança reduziu em 50 centavos o teto da faixa prevista anteriormente. Mesmo com o ajuste no limite superior, a projeção de lucro permanece acima da estimativa de US$ 35,04 por ação feita por analistas.
Na receita, a companhia elevou a previsão para um intervalo de US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões. Antes, a faixa projetada ia de US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões. A estimativa média do mercado é de US$ 85,28 bilhões, valor que fica dentro do novo intervalo divulgado pela empresa.
As revisões apontam para expectativas diferentes entre as duas métricas: a Eli Lilly aumentou a faixa prevista para receita e reduziu em 50 centavos o limite superior do lucro ajustado. A projeção de receita anterior tinha como teto US$ 85 bilhões, agora estabelecido como piso da nova estimativa.
Parceria com a CVS Health
O balanço foi divulgado no mesmo dia em que a CVS Health anunciou uma mudança em seu programa de controle de peso, desenvolvido em parceria com a Eli Lilly. A reformulação permitirá que pacientes usem o aplicativo da CVS Health para consultar opções de preços transparentes para tratamentos com GLP-1.
A iniciativa conecta a oferta dos medicamentos à consulta de preços por meio do aplicativo da CVS Health. O anúncio ocorreu na mesma data dos resultados trimestrais da Eli Lilly, que registrou crescimento nas vendas do Mounjaro e do Zepbound e revisou suas previsões financeiras para 2026.