Flávio e Lula dividiram vitórias por país no 2º turno no exterior


Luiz Inácio Lula da Silva tinha 59,7% dos votos válidos entre brasileiros no exterior, contra 40,3% de Flávio Bolsonaro, segundo dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 18h, no horário de Brasília. A apuração ainda não estava completa: haviam sido publicados boletins de 776 urnas em 56 países, de um total de 1.351 seções de votação disponíveis.

Até aquele horário, Lula liderava em 43 países e Flávio, em 13. Em números absolutos, o candidato do PT somava 141.386 votos, enquanto o candidato do PL tinha 95.551, uma diferença de 45.835 votos. Na comparação com as mesmas seções no primeiro turno, Lula havia recebido cerca de 29 mil votos a mais e Flávio, aproximadamente 16 mil.

O comparecimento também era maior nos locais com dados divulgados. A taxa estava 10,6% acima da registrada nas mesmas seções no primeiro turno, realizado em 5 de outubro. Os números se referem apenas aos boletins disponíveis até o horário informado e não abrangem todas as seções no exterior.

Europa e África

Na Europa, Lula alcançava 67,1% dos votos válidos nos países com dados publicados, ante 32,9% de Flávio. No primeiro turno, nesses mesmos locais, os percentuais haviam sido de 66,1% e 33,9%, respectivamente. O resultado parcial indicava, portanto, aumento da participação de Lula no conjunto regional em relação à rodada anterior.

Entre os países europeus com maior número de seções divulgadas, Portugal tinha 59,4% para Lula e 40,6% para Flávio, em 176 seções. No Reino Unido, com 54 seções, os percentuais eram de 63,3% e 36,7%. Na Alemanha, Lula obtinha 79,1% e Flávio, 20,9%, com dados de 62 seções. França e Irlanda também registravam votação expressiva para Lula: 84% e 80,2%, respectivamente.

Na África, a parcial apontava 54,3% dos votos válidos para Lula e 45,7% para Flávio. No primeiro turno, nas mesmas seções, Lula havia alcançado 52,6%, enquanto Flávio tinha 47,4%. Os resultados variavam entre os países: Lula liderava em Cabo Verde, Senegal, Marrocos, Angola, Egito e Quênia. Flávio aparecia à frente na África do Sul e em Moçambique.

Ásia e Oriente Médio

Na Ásia e no Oriente Médio, Flávio somava 69,9% dos votos válidos, e Lula, 30,1%. No primeiro turno, Flávio havia encerrado a votação nessa região com 70,9%, contra 29,1% de Lula. O Japão, que tinha boletins de 119 seções, concentrava uma parcela relevante dos dados divulgados: Flávio recebia 80,1%, e Lula, 19,9%.

Os resultados eram diferentes em outros países da região. Lula liderava no Líbano, com 68,2%, e na China, com 65,3%. Na Palestina, tinha 95,6% dos votos válidos, e na Jordânia, 90,5%. Flávio, por sua vez, aparecia à frente em Israel, com 80,8%, e nos Emirados Árabes, com 54,6%. Os números de cada país correspondiam às seções cujos boletins já haviam sido divulgados.

Oceania e resultados por país

Na Oceania, Lula registrava 64,3% dos votos válidos, e Flávio, 35,7%, resultado próximo ao do primeiro turno. Na Austrália, com 29 seções apuradas, Lula tinha 63,5% e Flávio, 36,5%. Na Nova Zelândia, os percentuais eram de 80,5% e 19,5%, respectivamente, em cinco seções.

As parciais mostravam mudanças de intensidade distintas em relação ao primeiro turno. Em Portugal, Lula passou de 57,6% para 59,4%; na Suíça, de 53,4% para 56,7%. Já nos Países Baixos, sua votação caiu de 81,1% para 80,1%. No Japão, Flávio recuou de 82,5% para 80,1%, embora continuasse na liderança. Como os dados eram parciais, os percentuais e a distribuição por país ainda poderiam mudar com a divulgação de novos boletins.

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