O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) caiu 0,6% na quinta-feira (29), para 3.632,26 pontos, em um pregão que começou com leve alta e terminou no campo negativo. A perda de 21,83 pontos em relação ao fechamento anterior marcou o quarto pregão de baixa do indicador após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice perdeu força durante a manhã
O IFIX abriu aos 3.654,09 pontos, mesmo nível do encerramento da sessão anterior, e avançou nos primeiros minutos. A máxima do dia foi de 3.664,96 pontos. Ainda pela manhã, porém, o indicador passou a recuar e permaneceu abaixo do fechamento da véspera até o fim das negociações.
Na mínima, o índice chegou a 3.627,46 pontos. O fechamento, aos 3.632,26 pontos, ficou 50,09 pontos acima da menor marca registrada em 52 semanas, de 3.582,17 pontos. Já a máxima do período de 12 meses permanece em 3.997,00 pontos.
A variação entre a máxima e a mínima da sessão mostra que o indicador oscilou ao longo do dia, primeiro com uma tentativa de valorização e depois sob pressão de baixa. O resultado final consolidou a perda diária, mas manteve o IFIX acima do piso de 52 semanas informado no pregão.
O índice reúne fundos imobiliários negociados no mercado e serve como referência para acompanhar o desempenho desses ativos. A queda do IFIX resume o resultado agregado do indicador, enquanto as cotas individuais tiveram movimentos distintos: algumas avançaram, mas os principais fundos em volume negociado terminaram em baixa.
MXRF11 liderou em volume negociado
O MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) foi o fundo com maior volume de cotas negociadas entre os destaques da sessão. Foram 2,67 milhões de cotas, e o preço recuou 0,45%, encerrando a R$ 8,95.
O GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária) ficou em seguida, com 1,73 milhão de cotas negociadas. O fundo caiu 0,59% e terminou a R$ 8,46. O VGRI11 (Valora RE III) movimentou 1,09 milhão de cotas, teve baixa de 3,72% e fechou a R$ 8,82.
Também entre os mais negociados, o SNEL11 (Suno Energias Limpas) registrou 1,06 milhão de cotas e recuou 0,79%, para R$ 7,55. O CPTS11 (Capitânia Securities II) completou a relação, com 899,23 mil cotas negociadas. Sua cotação caiu 1,86%, encerrando a R$ 6,87.
Os números de negociação medem a quantidade de cotas trocadas, enquanto a variação percentual mostra a mudança de preço em relação ao fechamento anterior. Nesse grupo, todos os cinco fundos terminaram o pregão em queda, embora em intensidades diferentes.
TRXF11 liderou as altas; BROF11 teve maior queda
Entre as maiores valorizações, o TRXF11 (TRX Real Estate) subiu 2,87%, o equivalente a R$ 1,88 por cota. O fundo encerrou o dia cotado a R$ 67,38. O HABT11 (Habitat II) ficou na segunda posição entre as altas, com avanço de 2,58%, ou R$ 1,61 por cota, e fechamento a R$ 64,00.
Na ponta negativa, o BROF11 (BRPR Corporate Offices) registrou a maior queda da sessão, de 7,80%. A desvalorização correspondeu a R$ 4,56 por cota, e o fundo terminou negociado a R$ 53,32.
O CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) teve o segundo pior desempenho entre as baixas mencionadas. A cota recuou 6,53%, ou R$ 0,87, e fechou a R$ 12,45. Os resultados contrastaram com os ganhos de TRXF11 e HABT11 e mostram que, apesar da queda do índice, o desempenho variou entre os fundos acompanhados na sessão.