Lavvi, Méliuz, Pague Menos, Mills e Iochpe-Maxion divulgam resultados do 3T26


Empresas de diferentes setores divulgaram resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26), com aumento de lucro em Lavvi, Méliuz, Pague Menos, Mills e Tegma. A Iochpe-Maxion, por sua vez, registrou prejuízo líquido, embora tenha ampliado a receita e o resultado operacional. Os balanços mostram desempenhos distintos em receita, rentabilidade e margens na comparação com o mesmo período de 2025.

Lucro e receita avançam na Lavvi e no Méliuz

A Lavvi teve receita líquida de R$ 532 milhões no trimestre, alta de 28% ante o 3T25 e de 7% em relação ao segundo trimestre de 2026. A margem bruta ajustada foi de 38,2%, avanço de 0,6 ponto percentual tanto na comparação anual quanto na trimestral. Um ponto percentual corresponde à diferença entre duas taxas expressa em pontos, e não a uma variação percentual relativa.

O lucro líquido da incorporadora somou R$ 91 milhões, com margem líquida de 17%. A margem caiu 8 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025, mas subiu 0,4 ponto percentual ante o trimestre imediatamente anterior. Assim, o crescimento da receita veio acompanhado de melhora sequencial na margem líquida, embora o indicador ainda tenha recuado na comparação anual.

O Méliuz registrou lucro líquido ajustado de R$ 64,5 milhões, aumento de 69,9% em um ano. A receita líquida alcançou R$ 468,3 milhões, alta de 9,8%. Já o EBITDA ajustado foi de R$ 99 milhões, avanço anual de 26,7%, com margem de 21,1%. EBITDA é a sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização; no Brasil, também é chamado de LAJIDA.

Pague Menos eleva lucro ajustado

A rede de farmácias Pague Menos informou receita bruta de R$ 4,43 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro bruto avançou 7,2%, para R$ 1,33 bilhão. A margem bruta passou de 29,9% para 30%.

O EBITDA ajustado aumentou 7,2%, para R$ 278,8 milhões, enquanto a margem EBITDA ajustada permaneceu em 6,3%. O lucro líquido ajustado cresceu 19,5%, chegando a R$ 96,3 milhões. O resultado líquido avançou mais do que a receita bruta e o EBITDA em termos percentuais, segundo os números divulgados pela companhia.

Mills e Tegma ampliam resultados

A Mills apurou lucro líquido de R$ 130,9 milhões no 3T26, alta de 94,5% na comparação anual. A receita líquida chegou a R$ 492,9 milhões, aumento de 2,1% sobre o mesmo trimestre de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 256,1 milhões, avanço de 0,6%.

Na Tegma, o lucro líquido foi de R$ 117 milhões, crescimento de 46,5% em um ano. A receita líquida subiu 19,9%, para R$ 760,6 milhões, e o EBITDA alcançou R$ 129,8 milhões, alta de 11,1%. A margem EBITDA ficou em 17,1%, recuo de 1,4 ponto percentual frente ao 3T25. A companhia, portanto, combinou expansão da receita e do resultado com margem menor na comparação anual.

Iochpe-Maxion tem prejuízo apesar de avanço operacional

A Iochpe-Maxion registrou prejuízo líquido de R$ 16 milhões, revertendo o lucro de R$ 35,1 milhões obtido no terceiro trimestre de 2025. O resultado negativo ocorreu apesar do crescimento dos indicadores operacionais apresentados pela empresa.

A receita operacional líquida alcançou R$ 4,4 bilhões, alta de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado avançou 22,6%, para R$ 480,5 milhões, e sua margem subiu de 10,3% para 10,9%. A companhia também teve avanço na geração operacional de caixa, conforme o balanço divulgado, embora o resultado final do trimestre tenha sido negativo.

Os dados mostram que o aumento de receita ou do EBITDA não se traduziu necessariamente em lucro líquido maior em todas as empresas. Enquanto Lavvi, Méliuz, Pague Menos, Mills e Tegma informaram lucro no trimestre, a Iochpe-Maxion terminou o período no vermelho. As comparações anuais indicam ainda diferenças nas margens: elas avançaram na Lavvi e na Iochpe-Maxion, ficaram estáveis na Pague Menos e recuaram na Tegma.

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