A Motiva (MOTV3) firmou, por meio de controladas, contratos de autoprodução de energia renovável com a Central Solar Novo Oriente VI, sociedade de propósito específico (SPE) pertencente à EDP. O acordo terá duração de 15 anos e prevê o fornecimento de energia a partir do início de 2027, para atender ativos de mobilidade urbana e rodoviária da companhia.
Fornecimento começa em 2027
A usina está localizada no Estado de São Paulo, tem capacidade instalada de 33,7 megawatts (MW) e já opera comercialmente. Apesar de a estrutura estar em funcionamento, o início do fornecimento às controladas da Motiva está previsto apenas para o começo de 2027, conforme os termos informados pela empresa.
O contrato prevê aproximadamente 9 megawatts médios (MWm) de energia renovável. A Motiva estima que esse volume atenderá cerca de 15% do consumo anual consolidado do grupo. A energia será destinada a ativos dos segmentos de mobilidade urbana e rodoviária, sem que o comunicado detalhe quais instalações receberão o fornecimento.
Os 33,7 MW correspondem à capacidade instalada da central solar, enquanto os cerca de 9 MWm indicam o volume de energia previsto para atender às controladas no âmbito do acordo. São medidas diferentes: a primeira descreve a capacidade da usina; a segunda, a quantidade de energia associada ao fornecimento contratado.
Contrato por arrendamento e consórcio
A operação foi estruturada como autoprodução de energia por arrendamento via consórcio. Nesse modelo, as controladas da Motiva celebram instrumentos contratuais ligados à produção de energia de um empreendimento. A contraparte é a SPE Central Solar Novo Oriente VI S.A., empresa de propósito específico que pertence à EDP.
Uma sociedade de propósito específico é uma empresa constituída para desenvolver ou administrar um projeto determinado. No caso anunciado, a SPE Novo Oriente VI é a titular da central solar situada em São Paulo. O acordo entre essa sociedade e as controladas da Motiva terá vigência de 15 anos.
A companhia não informou no comunicado outros detalhes dos instrumentos contratuais. O anúncio concentra-se no prazo do acordo, na capacidade da usina, no volume aproximado de energia a ser fornecido, na previsão de início da entrega e na parcela do consumo anual consolidado que poderá ser atendida.
Operação depende de aprovação
A conclusão da operação ainda está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais em transações desse tipo. Entre elas está a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável pela análise de operações sob a ótica da concorrência.
Assim, a previsão de fornecimento no início de 2027 depende da conclusão da operação e do atendimento às condições estabelecidas. A empresa não detalhou outras etapas ou prazos para a análise regulatória. O fornecimento estimado, quando iniciado, representará aproximadamente 15% do consumo anual consolidado do Grupo Motiva, de acordo com a companhia.
O acordo vincula a geração de uma usina solar já em operação a ativos dos negócios de mobilidade urbana e rodoviária. A central tem capacidade instalada de 33,7 MW, mas o volume previsto para as controladas é de aproximadamente 9 MWm. A vigência contratual de 15 anos define o período previsto para a relação de autoprodução, condicionada às aprovações necessárias para a conclusão da operação.