O Grupo Casas Bahia (BHIA3), que está em recuperação judicial, informou em 28 de outubro de 2026 que recebeu a renúncia de Raphael Oscar Klein ao cargo de membro do Conselho de Administração. A saída tem efeito imediato e também encerra sua participação nos comitês de assessoramento ao conselho; a companhia ainda avaliará como recompor o colegiado.
Saída imediata do conselho
Segundo o comunicado, Klein apresentou o termo de renúncia, que alcança tanto a função de conselheiro quanto os assentos nos comitês de assessoramento dos quais fazia parte. A empresa não divulgou no documento o motivo da decisão nem indicou um substituto para a vaga.
A Casas Bahia agradeceu a Klein pela dedicação, pelas contribuições e pelos serviços prestados durante o período em que integrou o Conselho de Administração. A manifestação foi incluída no comunicado assinado por Elcio Mitsuhiro Ito, diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia.
Com a renúncia em vigor desde o recebimento do documento, a empresa informou que tratará da recomposição do conselho posteriormente. Não foi anunciada uma data para a escolha de um novo integrante. A companhia disse que avaliará o tema oportunamente, sem detalhar quais nomes ou alternativas estão em análise.
Recomposição será avaliada
De acordo com a Casas Bahia, a definição sobre a composição do conselho deverá considerar os requisitos e critérios previstos na regulamentação aplicável, no Estatuto Social da companhia e no Regimento Interno do Conselho de Administração. A empresa também mencionou uma deliberação tomada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de outubro de 2026.
O comunicado não detalha o conteúdo dessa deliberação nem explica como ela se relaciona com a futura escolha. A referência indica, porém, que a avaliação da vaga deverá levar em conta as regras internas e a decisão dos acionistas citadas pela própria companhia. O documento tampouco informa se a renúncia altera a composição de outros órgãos além dos comitês dos quais Klein participava.
O Conselho de Administração é o órgão mencionado pela empresa como responsável por orientar a governança corporativa, enquanto os comitês são estruturas de assessoramento a esse colegiado. No caso divulgado, a informação confirmada pela Casas Bahia se limita à saída de Klein das posições que ocupava. A empresa não detalhou eventuais mudanças nas atribuições dos comitês ou na rotina do conselho após a renúncia.
Comunicação ao mercado
A Casas Bahia informou que divulgou o fato em atendimento à Resolução CVM nº 44, de 23 de agosto de 2021, e ao Regulamento do Novo Mercado da B3. A CVM é a Comissão de Valores Mobiliários, órgão que regula e fiscaliza o mercado de valores mobiliários no Brasil. O Novo Mercado é o segmento de listagem da B3 mencionado pela companhia como parte das regras aplicáveis ao comunicado.
A empresa afirmou que manterá os acionistas e o mercado informados sobre o assunto, conforme a legislação e a regulamentação da CVM. Até que haja nova comunicação, não há, no documento divulgado, definição sobre quem ocupará a vaga deixada por Klein ou quando a recomposição será concluída.
A notícia sobre a renúncia ocorre enquanto o Grupo Casas Bahia está em recuperação judicial, condição informada pela companhia no contexto do comunicado. O documento não relaciona a saída do conselheiro ao processo de recuperação nem aponta efeitos financeiros ou operacionais decorrentes da decisão. Também não apresenta estimativa de impacto para a empresa ou para as ações BHIA3.

