O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 28% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4,3% na comparação com o segundo trimestre. O resultado, que exclui o ágio de aquisições, foi divulgado em um cenário de crédito que o banco descreve como desafiador.
Rentabilidade também recua
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês) ficou em 11,9% entre julho e setembro. O indicador havia sido de 12,5% no segundo trimestre de 2026 e de 17,5% no terceiro trimestre do ano passado. A queda ocorreu tanto na comparação trimestral quanto na anual.
O ROAE relaciona o resultado do banco ao patrimônio líquido e é usado para acompanhar a rentabilidade da instituição. No caso do Santander, o recuo do indicador acompanhou a redução do lucro recorrente informada no balanço. Os números divulgados não apontam, por si só, uma causa específica para a diminuição.
Ao comentar o período, o banco afirmou que manteve “uma gestão disciplinada do balanço e dos riscos em um cenário de crédito que permanece desafiador”. A declaração associa a condução das operações à avaliação da instituição sobre as condições de crédito, mas não detalha, no material divulgado, quais fatores levaram à queda do lucro.
Lucro cai 16% no acumulado do ano
De janeiro a setembro, o lucro líquido gerencial do Santander somou R$ 9,7 bilhões, recuo de 16% em relação aos nove primeiros meses de 2025. O resultado acumulado mostra uma redução menor que a queda anual registrada apenas no terceiro trimestre, mas permanece abaixo do total obtido no mesmo intervalo do ano anterior.
A comparação entre os períodos ajuda a distinguir o desempenho de um trimestre do resultado acumulado. Enquanto o lucro de julho a setembro caiu 28% em um ano, a retração de janeiro a setembro foi de 16%. Os dados apresentados não incluem uma abertura que permita atribuir a diferença a uma linha específica do balanço.
O resultado recorrente divulgado para o terceiro trimestre também teve queda de 4,3% em relação aos três meses anteriores. A comparação trimestral indica que o lucro recuou mesmo ante o período imediatamente anterior, enquanto a comparação anual mede a diferença em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Ativos e patrimônio avançam
Apesar da redução do lucro, os ativos totais do Santander alcançaram R$ 1,3 trilhão no período, alta de 4,7% em 12 meses. O patrimônio líquido chegou a R$ 99 bilhões, crescimento de 5,4% na mesma base de comparação.
Os ativos representam os recursos e direitos registrados no balanço da instituição. O patrimônio líquido corresponde à diferença entre ativos e obrigações. Assim, os números divulgados mostram expansão desses dois totais em um ano, ao mesmo tempo que o banco reportou lucro e rentabilidade menores.
Ações caem após divulgação
Após a publicação dos resultados, as ações do Santander Brasil, negociadas sob o código SANB11, recuavam 4,91%, cotadas a R$ 24,60, por volta das 10h45. A variação corresponde ao momento indicado na divulgação e não informa o desempenho do papel ao longo de todo o pregão.
O conjunto dos dados reúne sinais distintos para a instituição: o lucro e o ROAE diminuíram nas comparações trimestral e anual, enquanto ativos e patrimônio líquido cresceram em 12 meses. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro gerencial foi de R$ 9,7 bilhões, 16% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

