Ibovespa recua no day trade de 28 após tombo histórico


O Ibovespa caiu 0,51% na sessão de 27 de outubro, aos 175.710 pontos, e ampliou as perdas após a pressão vendedora do pregão anterior. A análise técnica de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, aponta que o índice segue abaixo de médias móveis acompanhadas pelo mercado, embora o quadro de sobrevenda possa favorecer uma recuperação pontual.

Ibovespa permanece abaixo de resistências

Durante a sessão, o principal índice da B3 oscilou entre 175.130 e 178.526 pontos e terminou abaixo dos 180 mil pontos. No início do mês, depois do primeiro turno das eleições, o Ibovespa havia renovado a máxima histórica, em 209.713 pontos, e passou a negociar de lado. A queda posterior ao segundo turno rompeu essa faixa de consolidação e alterou a configuração técnica de curto prazo.

No gráfico diário, o índice está abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, referências que acompanham tendências de preços em diferentes intervalos. Segundo a leitura de Paz, o afastamento em relação a essas médias mantém a pressão vendedora, mas também pode abrir espaço para repiques nas próximas sessões.

O Índice de Força Relativa (IFR), indicador usado para avaliar a intensidade dos movimentos de alta e baixa, recuou para 29,77 e entrou em região de sobrevenda. Esse nível pode sinalizar uma recuperação técnica, mas não confirma, por si só, uma reversão da tendência de queda.

Para uma reação mais consistente, o Ibovespa precisaria recuperar a faixa entre 181.560 e 189.487 pontos. Se superar essa região, os próximos objetivos apontados na análise são 203.050 pontos e, depois, a máxima histórica de 209.713 pontos. No sentido contrário, os suportes estão entre 169.516 e 164.835 pontos. A perda confirmada dessa faixa poderia levar o índice a testar 157.120 pontos.

No gráfico de 60 minutos, que permite observar oscilações em intervalos menores, o índice também permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A máxima de 178.526 pontos funciona como primeira resistência. Para recuperar força compradora, o Ibovespa teria de superar 178.530 a 181.565 pontos; com rompimento confirmado e entrada de volume, poderia avançar para 189.487 a 195.305 pontos e, em seguida, para 199.354 a 203.050 pontos.

Se perder os suportes entre 172.535 e 169.515 pontos, a pressão de baixa pode aumentar. A análise considera possíveis testes entre 167.530 e 166.210 pontos e, em um movimento mais amplo, entre 164.835 e 163.570 pontos.

Minicontratos de índice e dólar

O minicontrato de índice WINZ26, com vencimento em dezembro, recuou 0,06% na sessão de 27 de outubro, para 178.400 pontos. O contrato se recuperou ao longo do pregão e terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, mas o fluxo vendedor ainda predomina na avaliação técnica.

Para o pregão seguinte, os suportes imediatos do mini-índice estão entre 177.735 e 176.635 pontos. As resistências ficam entre 180.490 e 181.470 pontos. A manutenção acima do suporte pode favorecer um repique; a perda da faixa tende a recolocar pressão sobre o contrato. No gráfico de 60 minutos, o ativo segue abaixo das médias curtas.

Já o minicontrato de dólar WDOX26, com vencimento em novembro, caiu 0,43%, a 5.357 pontos. Após uma realização de ganhos depois da alta de segunda-feira, encerrou o gráfico de 15 minutos acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Os níveis de referência são suporte entre 5.348 e 5.330 pontos e resistência entre 5.361,5 e 5.381 pontos. A saída desse intervalo pode indicar se o contrato retoma a alta ou aprofunda a correção.

No gráfico diário, o minidólar continua acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, mantendo estrutura positiva. Em 60 minutos, porém, está entre as médias curtas, sem direção definida após as oscilações recentes.

Contrato de Bitcoin mantém recuperação

O futuro de Bitcoin BITV26, com vencimento em outubro, avançou 0,49% na última sessão e fechou a 432.640 pontos. No gráfico diário, o movimento de recuperação continua, mas ainda não confirmou força suficiente para sustentar uma sequência de altas, segundo a análise.

O IFR estava em 55,80, em região neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. Para retomar o movimento de baixa, o contrato precisaria perder a faixa entre 424.900 e 399.865 pontos. Abaixo dela, os próximos alvos ficam entre 393.780 e 388.590 pontos e, em uma correção mais extensa, entre 373.975 e 356.060 pontos.

Para dar continuidade à alta, o futuro de Bitcoin teria de superar 435.740 a 462.845 pontos. Um rompimento poderia abrir caminho para 478.370 a 520.515 pontos e, posteriormente, para a faixa de 590.020 a 646.935 pontos.

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