O minidólar com vencimento em novembro (WDOX26) fechou a sessão de 27 de outubro em queda de 0,43%, aos 5.357 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 1,07%, para R$ 5,3488. A baixa veio após a forte valorização registrada na segunda-feira, em um movimento de acomodação, enquanto investidores acompanham as articulações políticas, a formação da equipe econômica e os sinais sobre a política fiscal.
Citigroup e BCA Research rebaixaram a recomendação para ativos brasileiros. Para os operadores de câmbio, também estão no radar as sinalizações do governo ao Congresso e as atuações do Banco Central. Entre os eventos previstos estão uma entrevista de Gabriel Galípolo, um leilão de rolagem de contratos de swap de até US$ 4 bilhões e uma operação compromissada de até R$ 5 bilhões.
Faixas de suporte e resistência no curto prazo
Na leitura do gráfico de 15 minutos, o minidólar corrigiu parte da alta recente, mas terminou o pregão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. As médias móveis calculam o preço médio em determinado intervalo e são usadas para acompanhar a direção do mercado. Depois de recuperar parte das perdas, o contrato passou a oscilar de forma mais lateral no fim da sessão.
A configuração ainda permite uma retomada das compras, segundo a análise técnica de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T. Para que a queda ganhe força, porém, seria necessário romper o suporte entre 5.348 e 5.330 pontos com aumento do volume vendedor. Nesse caso, o contrato poderia buscar a faixa de 5.310 a 5.288 pontos e, em um movimento mais amplo, níveis entre 5.269 e 5.263 pontos.
Se houver recuperação, a primeira resistência fica entre 5.361,5 e 5.381 pontos. Uma superação dessa região abriria espaço, na avaliação do analista, para uma tentativa de avanço até 5.421,5 a 5.469,5 pontos. Com a continuidade do fluxo comprador, o próximo intervalo a observar seria de 5.520 a 5.560,5 pontos.
Volatilidade permanece no gráfico diário
No gráfico diário, o contrato também recuou depois da alta expressiva da sessão anterior e permanece em um ambiente de volatilidade elevada. Apesar da correção, o minidólar segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, condição que mantém uma estrutura técnica positiva na leitura apresentada por Paz.
O afastamento em relação a essas médias, contudo, pode favorecer novas oscilações e movimentos de realização de ganhos. Para retomar a alta com maior consistência, o contrato teria de superar a resistência entre 5.430 e 5.525 pontos. Se romper esse intervalo, os próximos níveis indicados são 5.610 a 5.646 pontos.
No sentido contrário, a perda do suporte entre 5.310 e 5.302 pontos reforçaria a correção. Abaixo dessa faixa, o alvo inicial apontado pelo analista fica entre 5.192 e 5.134 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR), indicador usado para avaliar a intensidade dos movimentos de preço, estava em 64,31 no período de 14 sessões. Segundo a análise, o nível não caracterizava situação de sobrecompra ou sobrevenda, mas ainda refletia a valorização recente.
Disputa entre compradores e vendedores no gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o fechamento negativo e a negociação entre as médias móveis de 9 e 21 períodos indicavam perda de impulso após a alta anterior. Para Paz, essa posição deixa o minidólar em uma área de indefinição no curto prazo, em que a direção dependerá da superação das resistências ou da perda dos suportes acompanhados pelo mercado.
Para uma retomada da alta, a primeira faixa a vencer está entre 5.370 e 5.422,5 pontos. Acima dela, as resistências seguintes ficam entre 5.469,5 e 5.610 pontos. Se o fluxo comprador se intensificar, o contrato poderá mirar 5.646,5 pontos e, em um movimento mais longo, 5.712,5 pontos.
Já a continuidade da queda depende do rompimento do suporte entre 5.310 e 5.288 pontos. Caso isso ocorra, a pressão vendedora poderá levar o contrato à faixa de 5.269 a 5.226 pontos. O próximo nível indicado para uma baixa prolongada é 5.192 pontos. Esses patamares técnicos ajudam a delimitar cenários, mas a direção também estará sujeita às notícias sobre a política fiscal, às negociações com o Congresso e às operações do Banco Central.

