Panvel tem lucro ajustado 35,4% maior no 3º tri com avanço das vendas digitais


O Grupo Panvel (PNVL3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 46,4 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 35,4% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço, divulgado nesta quinta-feira, também mostrou avanço das vendas, sobretudo nos canais digitais, e redução da alavancagem financeira da rede de farmácias.

Lucro e vendas avançam

O lucro líquido ajustado aumentou R$ 12,1 milhões na comparação anual. Já o Ebitda ajustado — indicador de resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — alcançou R$ 96,8 milhões, alta de 21,2%. A margem Ebitda ficou em 5,7%, 0,3 ponto percentual acima da registrada um ano antes.

Segundo a companhia, a melhora da margem refletiu a maior diluição das despesas com vendas. Esse efeito compensou a queda de 0,2 ponto percentual na margem bruta do varejo. A margem bruta corresponde à parcela da receita que permanece depois dos custos diretamente associados aos produtos vendidos; já a diluição das despesas indica que esses gastos representaram uma proporção menor dos resultados diante do crescimento da operação.

A receita bruta do varejo somou R$ 1,7 bilhão, alta de 15,3% em um ano. As vendas em mesmas lojas, conhecidas pela sigla SSS, avançaram 13,3%. Esse indicador compara o desempenho de unidades que já funcionavam nos períodos analisados. Nas lojas maduras, o crescimento foi de 11,5%. A Panvel informou que os dois índices ficaram acima da inflação do período, sem detalhar no balanço, no trecho divulgado, os valores usados na comparação.

A venda média mensal por loja chegou a aproximadamente R$ 837 mil, aumento de 10,9% ante o terceiro trimestre de 2025. O dado acompanha o avanço da receita e das vendas em unidades comparáveis, enquanto o número total de farmácias também cresceu na comparação anual.

Digital ganha participação

Os canais digitais registraram vendas de R$ 792,4 milhões, crescimento de 104% na comparação anual. Com esse resultado, responderam por 46,6% da receita bruta do varejo, a maior participação da série histórica da companhia. A parcela mostra o peso das vendas digitais dentro da operação varejista no trimestre, embora o balanço não detalhe quanto do crescimento veio de cada canal.

O aplicativo Panvel teve alta de 271% e concentrou 78,5% das vendas digitais. O desempenho foi o principal destaque entre os canais de venda descritos no balanço. A participação do aplicativo indica que a maior parte das transações digitais ocorreu por meio dele, enquanto os demais canais completaram o total informado pela empresa.

O resultado digital ocorreu junto com a expansão das vendas em lojas físicas e do número de unidades. Ao fim de setembro, a rede tinha 677 farmácias no país, ante 651 um ano antes. A diferença representa 26 unidades a mais na comparação anual. O balanço não informa quantas lojas foram abertas ou fechadas durante o trimestre.

Medicamentos lideram crescimento

Entre as categorias de produtos, as vendas de medicamentos subiram 17,4%. Dentro do segmento, as marcas avançaram 21% e os genéricos, 19%. Os produtos GLP-1 cresceram 68,8% e representaram 11,8% das vendas efetivas do varejo. Já a categoria de Higiene e Beleza teve alta de 12,4%.

Os dados mostram taxas de crescimento diferentes entre os grupos de produtos, com avanço mais acelerado dos itens GLP-1. A companhia não apresentou, no material divulgado, valores absolutos de vendas por categoria. Assim, os percentuais permitem acompanhar a evolução anual, mas não dimensionar isoladamente a receita gerada por cada grupo.

O balanço também aponta oportunidades de expansão na Região Sul, especialmente no interior dos estados da região. “A companhia segue enxergando muitas oportunidades para a Região Sul, em especial no interior dos Estados dessa região, oportunidades que continuarão a ser exploradas ao longo dos próximos períodos”, afirmou a empresa no documento.

Dívida líquida recua

A dívida líquida da Panvel caiu para 0,8 vez o Ebitda, ante uma vez no terceiro trimestre de 2025. A relação compara o endividamento líquido com o resultado operacional e é usada para acompanhar a alavancagem financeira. A redução do indicador ocorreu junto com a melhora na geração de caixa informada pela companhia.

O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 19,9 milhões, aumento de 24% na comparação anual. O indicador representa o caixa gerado depois dos investimentos considerados pela empresa. O balanço não detalha, no trecho divulgado, os fatores específicos que levaram à variação. Em conjunto, o crescimento das vendas, o avanço do resultado operacional e a queda da relação entre dívida líquida e Ebitda resumem os principais movimentos financeiros reportados pela Panvel no trimestre.

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