Minério de ferro registra segunda alta semanal consecutiva na China


Os contratos futuros de minério de ferro ficaram praticamente estáveis na sexta-feira, 6 de novembro, e registraram o segundo avanço semanal consecutivo. O movimento foi apoiado pela expectativa de novos cortes nos preços do coque, que podem reduzir os custos das siderúrgicas e aliviar a pressão para diminuir a produção de metal quente, indicador da demanda pelo minério.

Contrato na China sobe na semana

O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE), na China, avançou 0,07% no pregão, para 687,5 iuanes por tonelada métrica, o equivalente a US$ 103,08. Na semana, a alta acumulada foi de 2,15%.

Apesar do ganho semanal, a variação diária foi pequena. O resultado indica que o contrato encerrou a sessão perto da estabilidade, sem apagar a valorização registrada ao longo dos últimos pregões. A combinação de um avanço semanal com uma oscilação reduzida no dia também mostra que a expectativa sobre os custos das usinas sustentou os preços, embora o movimento não tenha sido forte na sexta-feira.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de referência para dezembro também teve pouca alteração e ficou em US$ 93 por tonelada. Os dois contratos, portanto, terminaram o dia praticamente estáveis, mas representam vencimentos e mercados diferentes: janeiro em Dalian e dezembro em Cingapura. Seus preços não devem ser tratados como uma cotação única.

Expectativa sobre o coque

As siderúrgicas continuam pressionando por preços menores para o coque, e aumentaram as expectativas de uma terceira rodada de cortes. Segundo analistas da Shanghai Metals Market, em nota, uma redução adicional poderia aliviar os custos das usinas. A perspectiva ajuda a explicar o suporte aos futuros do minério de ferro observado na sessão.

A relação entre os preços do coque e a demanda por minério passa pelas margens das siderúrgicas. Custos menores com coque melhoram essas margens e podem reduzir a necessidade de cortar a produção de metal quente. Como a produção desse material é usada como indicador da demanda por minério de ferro, uma menor pressão por cortes pode favorecer a expectativa de consumo da matéria-prima.

Esse efeito, porém, aparece na notícia como uma possibilidade, não como uma mudança já confirmada na produção. A expectativa de novos cortes no coque pode aliviar a pressão de custos, mas o texto não informa se houve redução efetiva nos preços nem alteração nos níveis de produção das usinas.

Variações modestas nos pregões

O desempenho semanal em Dalian foi mais expressivo que a variação da sexta-feira: o contrato subiu 2,15% na semana, enquanto o ganho diário foi de 0,07%. Em Cingapura, a cotação de dezembro ficou praticamente inalterada. Os números apontam para estabilidade no encerramento do pregão, acompanhada de valorização acumulada no contrato chinês ao longo da semana.

Para o mercado, a expectativa de redução dos custos das siderúrgicas é o principal elemento apresentado para explicar o comportamento dos futuros. Se os cortes no coque se confirmarem, o alívio nas margens poderá diminuir a pressão para reduzir a produção de metal quente. Como esse indicador serve de referência para a demanda por minério, a evolução dos custos pode influenciar as expectativas em torno da matéria-prima.

A nota dos analistas da Shanghai Metals Market registra que as usinas seguem buscando preços menores para o coque e que há expectativa de uma terceira rodada de cortes. A notícia não detalha quando uma eventual redução seria anunciada nem qual seria sua dimensão. Por isso, o suporte aos preços do minério está associado à possibilidade de alívio de custos, enquanto as cotações divulgadas mostram movimentos limitados no dia.

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