O Ibovespa futuro subiu 0,56% na abertura desta quarta-feira (4), aos 168.950 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,52%, a R$ 5,458 na compra e R$ 5,460 na venda. Os investidores acompanhavam a vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos e, no Brasil, aguardavam a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic e a divulgação de balanços corporativos.
Resultado nos EUA movimenta mercados
Os democratas conquistaram o controle do Senado e da Câmara dos Deputados, em um resultado que representa um revés para o presidente Donald Trump. Na atualização das 9h17, o partido havia alcançado 54 cadeiras no Senado, três a mais que as 51 necessárias para controlar a Casa; os republicanos tinham 44. Na Câmara, a apuração citada mais cedo apontava vantagem democrata de 219 a 132.
Os futuros das bolsas de Nova York avançavam durante a manhã. O Dow Jones futuro subia 1,47%, o S&P 500 futuro tinha alta de 1,03% e o Nasdaq futuro ganhava 0,99%. Investidores avaliam que a nova composição do Congresso pode ampliar o escrutínio regulatório, especialmente sobre empresas de tecnologia e de inteligência artificial. A perspectiva também alimentou preocupações sobre um impasse entre o governo Trump e o Legislativo.
Na véspera, os principais índices de Nova York fecharam sem direção única. O Dow Jones caiu 0,40%, enquanto o S&P 500 avançou 0,36% e o Nasdaq subiu 0,83%. O estrategista-chefe de mercado do Carson Group, Ryan Detrick, afirmou que a conclusão da votação poderia reduzir a ansiedade dos investidores. “Há certa ansiedade antes dessas eleições. Depois que elas terminam, é um grande alívio e os mercados tendem a ter um bom desempenho”, disse ele, segundo a CNBC.
Bolsa, dólar e juros no Brasil
Além do Ibovespa futuro, o mini-índice com vencimento em dezembro abriu em alta de 0,52%, aos 168.950 pontos. O dólar futuro recuava 0,59%, cotado a 5.486 pontos, e o minidólar para dezembro também caía 0,59%, a 5.486,50. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas, recuava 0,50%, aos 101,36 pontos.
Os contratos de juros futuros abriram em queda em vários vencimentos. A taxa para janeiro de 2028 recuava 0,005 ponto percentual, para 14,560%, e a de janeiro de 2034 caía 0,070 ponto, para 15,375%. Já o contrato para janeiro de 2027 subia 0,005 ponto, para 13,624%.
Na agenda doméstica, o mercado aguardava a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Uma pesquisa da Reuters citada na abertura apontava expectativa de manutenção da Selic, após uma sequência de cortes, para que a autoridade monetária avalie as perspectivas econômicas depois da eleição presidencial. Axia, C&A, PRIO, Smartfit, Tenda, Totvs e Vibra também estavam entre as empresas previstas para divulgar resultados trimestrais.
Ásia e Europa reagem à votação
As bolsas asiáticas fecharam em direções diferentes. O índice de referência da China subiu 2,16%, no maior avanço em sete meses, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,67%. O Nikkei, do Japão, caiu 1,42%; o ASX 200, da Austrália, recuou 0,59%; e o Nifty 50, da Índia, subiu 0,33%. Na China, além do resultado eleitoral nos EUA, as ações foram impulsionadas por medidas de apoio do governo.
Na Europa, o índice STOXX 600 avançava 1,30%. O FTSE MIB, da Itália, subia 2,17%; o CAC 40, da França, tinha alta de 1,41%; o DAX, da Alemanha, avançava 1,39%; e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhava 1,04%. O setor bancário europeu estava entre os destaques, com alta próxima de 4%. Michael Field, estrategista-chefe de ações da Morningstar para a região EMEA, afirmou que o controle democrata do Congresso limita a capacidade do governo dos EUA de impor exigências ou sanções a bancos europeus que atuam no país.
Petróleo recua e minério avança
Os preços do petróleo passaram a cair após começarem o dia em alta, enquanto investidores aguardavam os próximos passos de Washington na guerra com o Irã. O barril do WTI recuava 0,78%, a US$ 95,34, e o Brent perdia 1,27%, a US$ 102,22. Na China, o minério de ferro negociado em Dalian subiu 1,56%, para 682 iuanes, equivalentes a US$ 102,08. O avanço foi associado à cobertura de posições vendidas e à expectativa de reposição de estoques pelas siderúrgicas antes do feriado do Ano Novo Lunar.

