Petrobras e PRIO recuavam na terça-feira (20), apesar da alta de 1,39% do Ibovespa, que chegou a 207.933 pontos às 12h30. As ações do setor petroleiro acompanhavam a queda do petróleo durante a manhã, depois de a commodity atingir o maior patamar em cinco meses na abertura, em meio a riscos geopolíticos.
Ações caem em sessão de alta do índice
Às 12h30, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíam 0,71%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuavam 0,83%. A PRIO (PRIO3) tinha a maior baixa do setor petroleiro, com queda de 1,96%, negociada a R$ 69,61.
O movimento destoava do desempenho geral da Bolsa brasileira naquele horário: enquanto o principal índice avançava, as três ações do setor estavam no campo negativo. A queda ocorria após uma manhã em que os preços internacionais do petróleo mudaram de direção. A fonte relaciona os recuos das petroleiras à trajetória da commodity, mas não apresenta uma explicação específica para a diferença entre as variações das ações.
Na Petrobras, a perda desta terça-feira vinha depois de uma queda de cerca de 3% na segunda-feira (19). Ainda assim, o desempenho acumulado no ano seguia positivo. Até 19 de outubro, PETR3 havia avançado 109,41%, para R$ 64,54, e PETR4 subira 99,04%, para R$ 58.
Petrobras atinge valor recorde
Na sexta-feira (16), a Petrobras alcançou um recorde histórico de valor de mercado, chegando a R$ 820 bilhões. O dado contrasta com as perdas registradas pelas ações nos dois pregões seguintes, mas não altera o resultado acumulado informado até 19 de outubro: os papéis ainda apresentavam altas próximas ou superiores a 100% no ano.
Apesar da valorização expressiva, analistas de mercado mantinham uma leitura positiva sobre os ativos e avaliavam que ainda havia espaço para novas altas. A fonte não detalha quais analistas fizeram essa avaliação nem apresenta preços-alvo ou estimativas para as ações.
Para quem acompanha os papéis, os números mostram movimentos distintos conforme o período considerado: as ações caíam nos pregões de segunda e terça-feira, mas conservavam forte alta acumulada no ano. Na sessão de terça, a direção do petróleo era apontada como fator associado às baixas do setor, enquanto o Ibovespa seguia em alta.
Petróleo recua após máxima de cinco meses
Na abertura da sessão, o petróleo estava no maior nível em cinco meses. O Brent chegou a US$ 111 mais cedo, com os preços incorporando uma compensação pelos riscos geopolíticos. Entre os acontecimentos citados estavam ataques dos houthis a instalações sauditas e relatos de ofensivas contra embarcações no Golfo.
Ao longo da manhã, porém, a cotação mudou de direção. Às 11h30, no horário de Brasília, o Brent caía 2,88%, a US$ 106,46. O WTI, outra referência de preço do petróleo mencionada no mercado, era negociado a US$ 102, com baixa de 1,60%.
A queda das duas referências ocorreu antes do registro das perdas de Petrobras e PRIO às 12h30. A sequência dos dados mostra que os recuos das petroleiras coincidiram com a devolução de parte dos ganhos do petróleo durante o pregão. No início da sessão, os preços haviam subido diante das tensões geopolíticas; depois, passaram a cair, e as ações do setor ficaram entre as maiores baixas do índice.

