Ibovespa afunda após eleições e mercado avalia possibilidade de novas quedas


O Ibovespa caiu 2,68% na sessão de quarta-feira (28) e fechou aos 171.006 pontos, perto da mínima do dia, em meio à continuidade da pressão vendedora após o segundo turno das eleições. A análise técnica de Rodrigo Paz, analista CNPI-T, aponta que o índice segue abaixo de médias móveis importantes; no curto prazo, investidores acompanham faixas de suporte e resistência que podem sinalizar a continuidade da queda ou uma tentativa de recuperação.

Ibovespa segue abaixo das médias

O índice oscilou entre 170.162 e 175.711 pontos no pregão. No início do mês, havia registrado máxima histórica de 209.713 pontos e, depois, passou por um período de estabilidade. Após o segundo turno, rompeu essa faixa e acumulou perdas expressivas, segundo a análise.

No gráfico diário, o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essas médias calculam o preço médio do ativo em diferentes intervalos e são usadas por analistas para avaliar a direção da tendência. O afastamento do índice em relação a elas, na leitura de Paz, reforça o viés negativo.

O Índice de Força Relativa (IFR), indicador que mede a intensidade recente das altas e baixas, recuou para 27,09 e entrou na região de sobrevenda. Essa condição pode favorecer repiques técnicos, ou seja, altas temporárias após quedas acentuadas, mas não confirma uma reversão da tendência.

Para uma reação mais consistente, o índice precisaria superar primeiro a faixa entre 181.400 e 189.487 pontos. Acima dela, os próximos níveis observados são 203.050 pontos e a máxima histórica de 209.713 pontos. No sentido oposto, os suportes estão entre 169.516 e 164.835 pontos. Se essa região for perdida, a correção poderá avançar até 157.120 pontos.

No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa também segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A resistência imediata está em 171.800 pontos; depois, o índice teria de superar as faixas de 178.530 a 181.565 pontos. Com entrada de volume, poderia buscar 189.487 a 195.305 pontos e, em seguida, 199.354 a 203.050 pontos. A perda dos suportes entre 170.160 e 169.515 pontos pode abrir espaço para 167.530 a 166.210 pontos e, mais adiante, 164.835 a 163.570 pontos.

Mini-índice mantém pressão vendedora

O contrato de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, recuou 2,84% na sessão de quarta-feira (28), para 173.300 pontos. No gráfico de 15 minutos, terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo a configuração de baixa descrita por Paz. No diário e no gráfico de 60 minutos, também permanece abaixo das médias.

Para o próximo pregão, as referências imediatas de suporte ficam entre 173.070 e 172.225 pontos. A resistência está na faixa de 173.455 a 174.325 pontos. A perda do suporte pode aprofundar o movimento de queda; a superação da resistência seria o primeiro passo para uma reação compradora. No gráfico diário, o contrato também está em região de sobrevenda, mas, assim como no Ibovespa, esse sinal não basta para confirmar uma mudança de tendência.

Minidólar corrige; bitcoin futuro sobe

O minidólar WDOX26, com vencimento em novembro, caiu 0,16% e fechou aos 5.348,5 pontos. O contrato deu continuidade à correção após a alta de segunda-feira e encerrou abaixo das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Os suportes estão entre 5.338 e 5.310 pontos, enquanto as resistências ficam entre 5.367 e 5.397 pontos. A saída desse intervalo pode indicar se a correção se aprofunda ou se o ativo retoma a recuperação.

No gráfico diário, a estrutura do minidólar permanece positiva, com o contrato acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Já no gráfico de 60 minutos, o ativo está entre as médias de curto prazo, sem uma direção definida para esse intervalo, de acordo com a análise.

O contrato futuro de bitcoin BITV26, com vencimento em outubro, avançou 0,55%, para 435.020 pontos. O movimento de recuperação aproximou o contrato de uma primeira faixa de resistência. O IFR de 14 períodos estava em 56,70, nível considerado neutro na análise, sem indicação de sobrecompra ou sobrevenda.

Para retomar a tendência de baixa, o contrato precisaria perder a faixa entre 424.900 e 399.325 pontos. Abaixo dela, os níveis acompanhados são 393.780 a 388.590 pontos e, depois, 373.975 a 356.060 pontos. Para prolongar a alta, teria de superar 437.260 a 462.845 pontos, o que poderia abrir caminho para 478.370 a 520.515 pontos e, em um movimento mais longo, 590.020 a 646.935 pontos.

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