Os contratos de minidólar com vencimento em novembro (WDOX26) fecharam em queda de 0,16% na sessão de 28 de outubro, aos 5.348,5 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 0,04%, para R$ 5,3466. A moeda norte-americana ganhou força no exterior com a alta dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, mas perdeu impulso depois que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve os juros entre 3,75% e 4,00%. No Brasil, as incertezas fiscais e os possíveis efeitos diplomáticos da saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos continuaram no radar.
Para os próximos pregões, a atenção dos operadores deve se concentrar no comportamento dos títulos americanos, nas sinalizações do Fed e nos desdobramentos políticos e fiscais no Brasil. A cotação de R$ 5,30 é apontada como referência inferior para o dólar à vista, enquanto a máxima de R$ 5,4005 pode servir de parâmetro caso a pressão compradora retorne. O desempenho global da moeda e eventuais tensões entre Brasil e Estados Unidos também podem influenciar a volatilidade.
Minidólar perde força no curto prazo
Na leitura técnica de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, o minidólar ampliou a correção depois da forte valorização registrada na segunda-feira. No gráfico de 15 minutos, o contrato encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essas médias acompanham os preços ao longo do tempo e, nesse caso, indicam perda de força compradora no curtíssimo prazo.
Para que a queda avance, o analista considera necessário que o volume de vendas aumente e leve o contrato a romper a faixa de suporte entre 5.338 e 5.310 pontos. Se isso ocorrer, o ativo poderá recuar para 5.288 a 5.263 pontos. Em uma correção mais ampla, a próxima região indicada fica entre 5.235 e 5.226,5 pontos.
Uma recuperação exigiria que o minidólar superasse primeiro a resistência entre 5.367 e 5.397 pontos. Acima dessa faixa, os próximos níveis a observar seriam 5.421,5 a 5.469,5 pontos. Se o fluxo comprador ganhar consistência, o contrato poderá avançar até a região de 5.520 a 5.561 pontos.
Suportes e resistências no gráfico diário
No gráfico diário, o contrato recuou após a alta de segunda-feira, mas segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para Paz, essa posição mantém uma estrutura técnica positiva, embora o mercado continue sujeito a oscilações intensas. A média de 200 períodos está em 5.309 pontos e funciona como uma referência de suporte: sua aproximação ou perda pode ampliar a pressão vendedora e mudar a leitura de curto prazo.
Para retomar a alta no gráfico diário, o minidólar precisaria superar a resistência entre 5.430 e 5.525 pontos. O rompimento dessa faixa poderia abrir espaço para uma busca por 5.610 a 5.646 pontos. No sentido contrário, a perda do suporte entre 5.309 e 5.302 pontos fortaleceria a correção. Abaixo desse nível, o alvo inicial indicado pelo analista fica entre 5.192 e 5.134 pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR), indicador técnico usado para avaliar a intensidade dos movimentos de preço, estava em 63,60 no período de 14 sessões. Segundo a análise, esse nível não caracteriza condição de sobrecompra nem de sobrevenda, mas ainda reflete a valorização acumulada no início da semana.
Faixas acompanhadas no gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar terminou a sessão com fluxo negativo e passou a oscilar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração sugere perda de impulso e maior indefinição depois das oscilações recentes.
Para uma retomada da alta nesse intervalo, o contrato teria de superar primeiro a região entre 5.401,5 e 5.430 pontos. A próxima resistência está entre 5.469,5 e 5.610 pontos. Se as compras se intensificarem, os níveis seguintes são 5.646,5 pontos e, em um alvo mais longo, 5.712,5 pontos.
Para a queda ganhar continuidade, Paz acompanha a perda do suporte entre 5.310 e 5.288 pontos. Um rompimento para baixo poderia levar o contrato à faixa de 5.269 a 5.226 pontos; em um movimento mais prolongado, o próximo alvo seria 5.192 pontos. Esses níveis técnicos indicam referências para acompanhar o comportamento do ativo, enquanto os fatores externos e domésticos seguem no radar dos operadores.

