O dólar subia ante o real nesta sexta-feira (30), em uma sessão marcada pela disputa entre investidores em torno da formação da Ptax de fim de mês. Às 9h10, a moeda à vista avançava 0,24%, a R$ 5,400 na venda, enquanto o contrato futuro para novembro tinha alta de 0,30%, a R$ 5,403 na B3.
Cotação no início da sessão
No mercado à vista, o dólar comercial era negociado a R$ 5,400 tanto na compra quanto na venda às 9h10. A cotação registra o preço da moeda no momento da apuração e pode variar ao longo do pregão.
Na B3, o dólar futuro com vencimento em novembro subia 0,30% e era negociado a R$ 5,403. O contrato futuro é negociado para uma data posterior, enquanto o dólar à vista corresponde às operações no mercado corrente. Os dois preços apresentavam alta no início da sessão, mas em patamares diferentes.
Disputa pela Ptax
A formação da Ptax de fim de mês concentrava a atenção dos agentes financeiros. Calculada pelo Banco Central a partir de cotações do mercado à vista, a taxa serve como referência para a liquidação de contratos futuros. Por esse motivo, o nível em que ela é fixada pode ser relevante para investidores com posições vinculadas ao dólar.
Na virada do mês, participantes do mercado podem tentar influenciar a taxa para aproximá-la de níveis mais favoráveis às próprias posições. Quem está comprado em dólar tende a se beneficiar de cotações mais altas; quem está vendido na moeda tem posições que apontam para a direção oposta, de baixa do dólar.
Esse embate pode aumentar as oscilações durante a sessão. A movimentação costuma ser mais intensa na primeira metade do pregão, especialmente perto dos horários em que o Banco Central coleta valores para calcular a Ptax: às 10h, 11h, 12h e 13h. As quatro janelas de coleta ajudam a compor a taxa de referência do dia.
Com a disputa concentrada nessas faixas de horário, a cotação observada às 9h10 não representa necessariamente o comportamento do dólar ao longo de todo o pregão. O dado mostra apenas o preço naquele momento, antes das janelas de coleta mencionadas e da definição da taxa de fim de mês.
Desemprego ficou em 5,2%
Na agenda de indicadores, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até setembro. O resultado coincidiu com a mediana das previsões reunidas em pesquisa da Reuters, que também apontava para uma taxa de 5,2% no período.
O indicador de desemprego foi divulgado no mesmo dia em que o mercado acompanhava a formação da Ptax. A taxa divulgada, portanto, veio em linha com a expectativa mediana citada na pesquisa, sem diferença entre o resultado e a previsão informada.
Assim, o início do pregão combinava a alta do dólar à vista e do contrato futuro com a disputa pela taxa de referência de fim de mês. Ao mesmo tempo, o dado de trabalho divulgado para o trimestre encerrado em setembro ficou no nível esperado pelos analistas consultados.

