Ibovespa cai pelo quarto dia seguido e mercado avalia ritmo da queda


O Ibovespa caiu 1,06% na sessão de 29 de outubro, fechou aos 169.186 pontos e registrou a quarta baixa consecutiva, em meio ao predomínio da pressão vendedora. A análise técnica de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, aponta que o índice segue com viés de baixa e que a perda do suporte de 168.765 pontos pode abrir espaço para novas quedas.

Durante o pregão, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre 168.765 e 171.402 pontos e terminou abaixo dos 170 mil pontos. No início do mês, havia renovado a máxima histórica, em 209.713 pontos, antes de passar a negociar de lado. Depois das eleições, segundo a análise, rompeu essa faixa e aprofundou o movimento de correção.

Ibovespa segue abaixo das médias

No gráfico diário, o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essas linhas acompanham o preço médio do índice em diferentes intervalos; quando o mercado negocia abaixo delas, a configuração pode indicar fraqueza. Paz observa que o afastamento entre o índice e as médias é expressivo e mantém o cenário de pressão vendedora.

O Índice de Força Relativa (IFR), indicador usado para avaliar a intensidade dos movimentos de alta e de baixa, recuou para 26,12 e entrou em região de sobrevenda. Essa condição pode favorecer repiques técnicos, ou seja, recuperações temporárias após quedas. Na avaliação do analista, porém, o indicador não confirma a formação de um fundo nem uma reversão da tendência.

Para iniciar uma recuperação mais consistente, o índice precisaria superar a faixa entre 181.400 e 189.487 pontos. Caso avance acima dela, os próximos níveis observados por Paz são 203.050 pontos e a máxima histórica de 209.713 pontos. No sentido contrário, a perda dos 168.765 pontos poderia levar o Ibovespa ao suporte de 164.835 pontos e, em uma correção mais extensa, a 157.120 pontos.

No gráfico de 60 minutos, a estrutura também é negativa: o Ibovespa está abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e fechou perto do suporte imediato. Para recuperar força compradora, teria de superar primeiro os 171.800 pontos e depois a faixa de 178.530 a 181.565 pontos. Com entrada de volume, poderia buscar 189.487 a 195.305 pontos e, em seguida, 199.354 a 203.050 pontos. Abaixo de 168.765 pontos, os níveis indicados são 167.530 a 166.210 pontos e, mais adiante, 164.835 a 163.570 pontos.

Mini-índice e minidólar

Os contratos de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, recuaram 1,24% na sessão de 29 de outubro, para 171.050 pontos. No gráfico de 15 minutos, o contrato fechou novamente abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mantendo, segundo Paz, o fluxo vendedor no controle. Os suportes imediatos estão em 170.775 e 170.250 pontos; as resistências, em 171.700 e 172.455 pontos. A perda do suporte pode aprofundar as baixas, enquanto a superação da resistência seria o primeiro sinal de reação compradora.

O minidólar WDOX26, com vencimento em novembro, subiu 0,71% na mesma sessão, para 5.386,5 pontos. O contrato vence em 30 de outubro, data em que as operações passam a se concentrar no WDOZ26, com vencimento em dezembro. Apesar de recuperar parte das perdas recentes, o minidólar perdeu força no fim do pregão e terminou abaixo das médias curtas no gráfico de 15 minutos.

Para o minidólar, Paz acompanha suporte entre 5.374 e 5.345,5 pontos e resistência entre 5.397 e 5.431,5 pontos. No gráfico diário, o contrato continua acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, mas um padrão conhecido como spinning top — uma formação de candles associada à indecisão — reforça a falta de direção definida. No gráfico de 60 minutos, o ativo negocia entre as médias curtas.

Contrato futuro de Bitcoin

O contrato futuro de Bitcoin BITV26, com vencimento em outubro, caiu 2,47% e terminou a última sessão aos 424.120 pontos. O vencimento ocorreu em 30 de outubro, e, com a rolagem, o mercado passou a acompanhar principalmente o BITX26, com vencimento em novembro.

No gráfico diário, a queda interrompeu os avanços das sessões anteriores e aproximou o contrato do primeiro suporte. O IFR de 14 períodos estava em 51,88, faixa considerada neutra na análise, sem sinal de sobrecompra ou sobrevenda. Para dar continuidade à queda, o contrato teria de perder a região entre 420.680 e 398.710 pontos; abaixo dela, os níveis indicados são 393.780 a 388.590 pontos e, depois, 373.975 a 356.060 pontos.

Para retomar a alta, o BITX26 precisaria superar a faixa de 437.260 a 462.845 pontos. O rompimento poderia abrir caminho para 478.370 a 520.515 pontos e, em um movimento mais longo, para 590.020 a 646.935 pontos.

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