Dividendos do RZAT11 entram em nova fase após fim dos ganhos extraordinários


O fundo de investimento imobiliário (FII) RZAT11 registrou resultado de R$ 3,05 milhões em setembro de 2026, ou R$ 0,72 por cota, abaixo do resultado de agosto. No relatório mensal, a gestão também reduziu a estimativa de rendimentos para os meses seguintes, após o fim de ganhos extraordinários que haviam elevado os pagamentos anteriores.

As receitas do fundo somaram R$ 3,64 milhões no mês, enquanto despesas e taxas totalizaram R$ 587,46 mil. A principal fonte de receita foram os contratos de locação, responsáveis por R$ 1,94 milhão. O relatório também registrou R$ 1,12 milhão em outras receitas, R$ 558,15 mil em receitas financeiras e R$ 21 mil relacionados a opções de recompra de imóveis.

Resultado e distribuição de rendimentos

De janeiro a setembro, o RZAT11 acumulou resultado de R$ 47,87 milhões, equivalente a R$ 11,30 por cota. No período, as receitas chegaram a R$ 59,98 milhões e as despesas, a R$ 12,11 milhões.

Antes da revisão das projeções, o fundo havia distribuído R$ 1,70 por cota durante três meses consecutivos. Os pagamentos foram impulsionados por ganhos não recorrentes relacionados a operações envolvendo a Aliança Agrícola e a Rede Monte Carlo. Esses efeitos pontuais deixaram de contribuir para o resultado corrente, segundo a gestão.

Para as competências de outubro e novembro de 2026, o relatório de setembro estimou pagamentos entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. A administração indicou que a inflação, especialmente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode influenciar os próximos rendimentos. A projeção não representa garantia de pagamento e pode ser alterada conforme os resultados do fundo e as condições econômicas.

Em outubro, os cotistas receberam R$ 0,95 por cota, referentes ao resultado de setembro. Com esse pagamento, os rendimentos acumulados em 2026 até aquela competência atingiram R$ 11,45 por cota. Ao fim de setembro, o fundo mantinha R$ 0,02 por cota em resultados não distribuídos. De acordo com a gestão, essa reserva pode ajudar a reduzir oscilações nos repasses em períodos de inflação mais baixa.

O relatório apontou ainda um dividend yield anualizado de 14,86%. O indicador, que relaciona os rendimentos distribuídos ao valor das cotas, foi calculado com base nos pagamentos dos 12 meses anteriores, considerando o reinvestimento dos rendimentos e o valor patrimonial de R$ 101,21 por cota.

Carteira de imóveis e contratos

Em setembro, o fundo informava possuir nove imóveis: oito estavam locados e um havia sido vendido com pagamento parcelado. Os ativos incluem imóveis comerciais, industriais e logísticos em diferentes regiões do país. A carteira segue majoritariamente sustentada pelos contratos de locação, que geraram a maior parcela das receitas do mês.

Segundo a gestão, os imóveis foram adquiridos por aproximadamente R$ 375 milhões e tinham valor de mercado estimado em R$ 975 milhões. O relatório calcula que essa diferença representa um desconto médio de 62% em relação aos valores de avaliação.

O documento também detalha os oito imóveis locados. As aquisições desses ativos somaram R$ 225,5 milhões, diante de uma avaliação de mercado de R$ 357,9 milhões. Os contratos de locação tinham prazo médio remanescente de seis anos, dado que indica por quanto tempo, em média, os acordos ainda estavam vigentes na data de referência.

Projeções após ganhos extraordinários

A redução da faixa estimada de rendimentos ocorre depois do período de pagamentos de R$ 1,70 por cota e acompanha a normalização do fluxo do portfólio, conforme a administração. Com a saída dos ganhos não recorrentes, as distribuições projetadas para outubro e novembro ficam abaixo daquele patamar, embora acima do resultado de setembro, de R$ 0,72 por cota.

A gestão ressaltou que a evolução do IPCA permanece entre os fatores que podem afetar os pagamentos futuros. Além da inflação, as estimativas dependem dos resultados que o fundo vier a apurar e podem ser revistas. Por isso, a faixa divulgada para as duas competências deve ser entendida como uma projeção, e não como compromisso de distribuição.

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