Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,50 no retorno do feriado


O dólar à vista subia frente ao real nesta terça-feira (3), depois de avançar com força na semana passada, enquanto investidores ajustavam posições após o feriado de Dia de Finados no Brasil. No radar estavam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para quarta-feira, e notícias sobre a possível equipe econômica do novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dólar avança pela manhã

Às 9h18, a moeda norte-americana à vista tinha alta de 0,85%, negociada a R$ 5,4923 na venda. O contrato futuro para dezembro subia 0,93%, a R$ 5,5220. Na sexta-feira, antes do feriado no Brasil, o dólar à vista havia fechado em alta de 1,07%, a R$ 5,4452.

Na cotação do dólar comercial informada na manhã desta terça-feira, os valores de compra e venda eram ambos de R$ 5,516. A cotação à vista e os contratos futuros são referências distintas: a primeira acompanha a negociação da moeda para liquidação no mercado à vista, enquanto os contratos futuros indicam valores negociados para uma data posterior.

A alta registrada pela manhã ampliava o movimento observado na semana anterior. Com o mercado brasileiro retomando as negociações após o feriado, investidores também acompanhavam fatores locais e internacionais capazes de influenciar as expectativas para o câmbio. A fonte não detalhou como cada um desses fatores afetava a cotação naquele momento.

Eleição nos EUA mantém investidores atentos

No exterior, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos eram um dos principais pontos de atenção. Pesquisas e analistas apartidários indicavam a possibilidade de os democratas retomarem o controle da Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado, por sua vez, permanecia incerta.

O resultado das eleições poderia alterar o equilíbrio político no Congresso norte-americano. Até a divulgação dos resultados, a incerteza sobre qual partido controlaria cada Casa mantinha o tema no radar dos investidores. A notícia não apontou uma reação específica do dólar às projeções eleitorais, mas situou a votação entre os fatores acompanhados pelo mercado internacional.

Copom e equipe econômica entram no radar

No Brasil, os agentes aguardavam a decisão de juros do Copom, marcada para quarta-feira. O comitê é responsável por definir a taxa básica de juros do país. A expectativa pela decisão se somava às notícias sobre os possíveis nomes que poderão compor a equipe econômica no novo mandato de Lula.

O mercado também se ajustava após o fechamento das negociações brasileiras durante o feriado de Dia de Finados. Com a retomada nesta terça-feira, os investidores voltavam a acompanhar ao mesmo tempo os acontecimentos domésticos e as notícias externas. A combinação de eventos mantinha o câmbio sujeito a mudanças conforme novas informações fossem divulgadas, embora a notícia não apresente previsões para a cotação ao longo do dia.

Diplomacia no Golfo e petróleo

Outro tema observado pelos investidores eram os esforços diplomáticos no Golfo para impedir uma nova escalada do conflito após as eleições norte-americanas. Esses esforços contribuíram para a queda dos preços do petróleo e pressionaram o dólar nos últimos dias, segundo as informações divulgadas.

Na terça-feira, porém, um alto funcionário iraniano afirmou à Reuters que o Irã e os Estados Unidos ainda estavam longe de chegar a um acordo para encerrar a guerra. A declaração apontava que não havia um entendimento próximo entre os dois países, apesar das iniciativas diplomáticas mencionadas. O cenário geopolítico permanecia, assim, entre os elementos acompanhados pelo mercado, junto com a votação nos EUA e os compromissos da agenda econômica brasileira.

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