Petrobras aumenta em 7,2% o preço do querosene de aviação


A Petrobras aumentou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir deste domingo (1º). O reajuste acrescenta R$ 0,45 por litro em relação ao valor de outubro e, segundo a estatal, acompanha a alta das cotações internacionais do combustível.

Reajuste acompanha mercado externo

A empresa atribuiu a elevação dos preços internacionais às tensões no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, consequência da guerra entre os dois países. Esses fatores influenciam as cotações que compõem a referência usada na atualização dos valores praticados no Brasil.

O preço do QAV comercializado pela Petrobras é revisto mensalmente, no início de cada mês. A política considera as variações do dólar e dos preços do petróleo no mercado internacional. Com o novo ajuste, o valor cobrado pela estatal às distribuidoras passa a refletir as condições observadas para o período, com um acréscimo de R$ 0,45 por litro diante do preço vigente em outubro.

O aumento se refere ao combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras. A informação divulgada não detalha como o reajuste será repassado pelas empresas nem qual será o efeito sobre os custos das companhias aéreas ou sobre os preços das passagens.

Fórmula busca reduzir oscilações

A Petrobras afirma que os preços no Brasil seguem uma fórmula estabelecida em contrato. Segundo a companhia, o mecanismo reduz o impacto de variações de curto prazo no mercado internacional e faz com que os aumentos locais sejam mais moderados do que os registrados em outros mercados.

Uma diferença apontada pela estatal está na frequência das revisões. No exterior, os preços do querosene de aviação destinado às companhias aéreas podem mudar diariamente. Essa dinâmica permite que os valores externos acompanhem mais rapidamente alterações nas condições internacionais, enquanto a atualização brasileira ocorre uma vez por mês.

Assim, o reajuste mensal pode não reproduzir de imediato cada oscilação registrada no mercado externo. A fórmula contratual funciona, conforme a descrição da empresa, como um amortecedor para movimentos de curto prazo. Ainda assim, a variação das cotações internacionais e do dólar permanece entre os fatores considerados na definição do preço no país.

Petrobras diz que preço segue competitivo

A estatal também comparou a trajetória acumulada dos preços desde o início do conflito no Oriente Médio. De acordo com a Petrobras, as altas nos mercados internacionais foram maiores do que no Brasil. A companhia afirma que, nesse cenário, o combustível vendido no país continua competitivo em relação aos preços externos.

A avaliação é da própria empresa e foi apresentada junto à explicação sobre a fórmula de reajuste. A Petrobras não informou, no conteúdo divulgado, valores acumulados para os mercados brasileiro e internacional, nem detalhou a diferença entre esses preços. O dado comparativo, portanto, não permite calcular quanto as altas externas superaram a variação registrada no país.

O novo aumento ocorre dentro da rotina mensal de revisão dos preços do QAV. Para as distribuidoras, a mudança eleva o custo de aquisição do combustível junto à Petrobras. O alcance do impacto sobre os demais agentes depende dos valores praticados nas etapas seguintes, que não foram informados pela estatal.

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