Os juros futuros recuavam nesta terça-feira, 27, depois de subirem mais de 200 pontos-base no pregão anterior, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A queda ocorria enquanto o Tesouro atuava para reduzir a disfuncionalidade do mercado e após informar o cancelamento de um leilão tradicional de LFT e de um leilão de recompra de NTN-B. Dólar, petróleo e rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também caíam.
Taxas de prazos mais longos recuam mais
Às 9h10, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 estava em 13,685%, ante 13,696% no ajuste anterior. A diferença representa uma queda de 0,011 ponto percentual, ou 1,1 ponto-base. Um ponto-base corresponde a 0,01 ponto percentual.
Nos contratos com vencimentos mais distantes, o recuo era maior. O DI para janeiro de 2029 caía a 15,150%, de 15,223% no ajuste anterior, uma redução de 0,073 ponto percentual, equivalente a 7,3 pontos-base. Já a taxa para janeiro de 2031 passava de 15,279% para 15,195%, baixa de 0,084 ponto percentual, ou 8,4 pontos-base.
Os dados mostram uma queda nas três taxas citadas, mas em magnitudes diferentes. O contrato de 2027 tinha a menor variação, enquanto o de 2031 registrava a maior redução entre os vencimentos informados. Mesmo com o movimento da manhã, as taxas dos contratos de 2029 e 2031 permaneciam acima de 15%.
Tesouro cancela operações
O recuo dos juros ocorria em meio à atuação do Tesouro para ajudar a reduzir a disfuncionalidade do mercado. O órgão informou o cancelamento do leilão tradicional de LFT e do leilão de recompra de NTN-B. A notícia não detalha os motivos específicos para a decisão nem informa novos cronogramas para essas operações.
O cancelamento dos dois leilões foi anunciado durante a manhã, no mesmo contexto em que os juros futuros cediam. A fonte não informa o volume de títulos que seria ofertado ou recomprado, nem apresenta valores referentes à intervenção do Tesouro. Assim, os dados disponíveis permitem acompanhar as taxas dos contratos e a decisão sobre os leilões, mas não quantificar o efeito de cada medida sobre o mercado.
As LFT e as NTN-B são identificadas na notícia como os títulos envolvidos nas operações canceladas. No caso das LFT, foi cancelado um leilão tradicional; para as NTN-B, a operação suspensa era de recompra. A distinção é relevante porque se tratava de modalidades diferentes, embora ambas fizessem parte das ações do Tesouro mencionadas no texto.
Movimento ocorre após alta superior a 200 pontos-base
Na sessão anterior, os juros futuros haviam avançado mais de 200 pontos-base em reação à reeleição de Lula. A fonte não especifica quais vencimentos tiveram essa alta nem apresenta os níveis alcançados no fechamento daquele pregão. O dado disponível é a dimensão geral do movimento, que antecedeu a queda registrada na manhã de terça-feira.
Além dos juros futuros brasileiros, o dólar, o petróleo e os rendimentos dos Treasuries recuavam. A notícia não informa as cotações ou o tamanho dessas variações. Por isso, não é possível comparar a intensidade das quedas entre esses ativos com a mudança observada nos contratos de DI.
Os números das 9h10 são uma fotografia do mercado naquele horário, e não o resultado final do pregão. A referência para cada taxa é o ajuste anterior: 13,696% para janeiro de 2027, 15,223% para janeiro de 2029 e 15,279% para janeiro de 2031. Até aquele momento, os três contratos estavam abaixo desses níveis, enquanto o Tesouro havia anunciado o cancelamento das operações citadas.

